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Rastreio vai descobrir como está a voz dos viseenses

Edição de 19 de abril de 2019
20-04-2019
 

Na semana em que se celebrou o Dia Mundial da Voz, uma equipa de reportagem do Jornal do Centro foi até à CUF Viseu avaliar o estado da saúde vocal e saber quais os cuidados que deve ter.

“O objetivo é fazer um despiste regional de voz, ver como está a saúde vocal dos viseenses”, afirmou Filipe Rodrigues, otorrinolaringologista responsável pelo rastreio, que é promovido pelo Hospital CUF Viseu.

Em conjunto com uma terapeuta da fala, começa por fazer um questionário sobre as queixas do utente e a utilização da voz em termos profissionais. Perguntas como “é habitual falar muito, durante muito tempo? Em dias em que tem de falar mais, tem algum sintoma, como fadiga ou rouquidão?” servem para fazer o despiste dos principais fatores de risco nas doenças vocais. Mas se a sua voz nunca lhe deu problemas, não é por isso que a deve menosprezar.

O passo seguinte é chamado de Laringoscopia e Estroboscopia. O primeiro exame permite visualizar as cordas vocais e ver se há ou não lesões, o segundo, permite avaliar a vibração enquanto o utente emite vários sons.

O rastreio está feito. É destinado a quem usa a voz como instrumento de trabalho, mas é aberto a toda a população.

A palavra de ordem é prevenir. “Este rastreio permite encontrar patologias que possam ser graves para o doente”, explica o otorrinolaringologista Filipe Rodrigues. Daí serem privilegiados os doentes fumadores e/ou que usam a voz com frequência. “Caso seja diagnosticada alguma doença grave atempadamente, o tratamento será muito mais eficaz e com muito menos sequelas para o doente”.

Mas que cuidados devemos ter com a voz? Joana Simões, terapeuta da fala, destaca a divulgação de cuidados simples que todos devem ter, como beber muita água, não pigarrear e não esforçar a voz em caso de rouquidão ou constipação. A especialista elege como cuidado primário a hidratação. “Vai ser a base de tudo aquilo que, eventualmente, possamos fazer num contexto de intervenção e/ou tratamento. Depois, será preciso avaliar outros fatores que a pessoa pode ou não fazer, como é o caso do pigarreio. As pessoas também têm muito a ideia de que gritar faz mal, mas o sussurrar é igualmente prejudicial”, conclui.

A iniciativa termina no final do mês e os números não são indiferentes quando Portugal é o terceiro país da Europa com maior incidência de cancro da laringe.

Cuidados a ter com a voz:

  • Cordas vocais bem hidratadas
  • Evitar bebidas alcoólicas
  • Evitar bebidas muito quentes e/ou muito frias
  • Não gritar nem sussurrar
  • Não fumar

Sinais de alerta que deve ter em conta:

  • Alterações na voz
  • Tosse crónica
  • Dificuldade em colocar a voz
  • Rouquidão ou crises de afonia
  • Cansaço associado ao uso vocal
  • Secura faríngea e pigarreio




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