A OUVIR 98.9 FM
           00:00:00 | 00:00:00        
      
  
 
        

Socialistas aprovam adjudicação de obras lançadas em "subterfúgio"

Edição de 29 de março de 2019
29-03-2019
 

Depois da polémica inicial, os vereadores do PS na Câmara de Viseu voltaram a dar luz verde à instalação do Arquivo Municipal na cave da Igreja Madre Rita, um assunto que fez correr muita tinta por o município estar a instalar um serviço público num espaço religioso.

O tema está longe de ser pacífico até no seio político. No início do ano, os vereadores da oposição acusaram o executivo de os ter “apanhado” num “subterfúgio” na aprovação do projeto. Os socialistas pensavam que se tratava de um projeto para “um arquivo morto do município”, sem acesso público. Queixaram-se, na altura, e mantém a mesma posição, que o lançamento do concurso da obra foi a aprovação de forma “diluída” na reunião de Câmara onde foi analisado e votado o Orçamento Municipal, uma matéria que gerou tensão entre o elenco camarário.

Na semana passada, o projeto voltou a ser apreciado pelo executivo, mais uma vez com a conivência dos socialistas. Depois do lançamento do concurso, chegou a vez de aprovar a adjudicação da obra que foi entregue ao único empreiteiro concorrente, por 660 mil euros. Os vereadores do PS dizem que tiveram de votar favoravelmente a entrega dos trabalhos porque agora não “iam voltar com o pé atrás”. “Antes foi uma decisão política e agora esta foi técnico-administrativo e portanto não fazia sentido votar de outra forma”, explica o vereador Baila Antunes, acrescentando que o concurso foi feito “dentro da lei”, não havendo “nada a levantar”, contrariamente a outros procedimentos concursais. “Eu verifiquei tudo, não valendo nenhuma ilegalidade, nem nada que achássemos mal, votámos favoravelmente”, explica.

Apesar de ter dado a sua anuência ao projeto, Baila Antunes entende que a cave da Igreja Madre Rita não é a melhor solução para o Arquivo Municipal de Viseu. Lembra que o Plano de Obras do Centenário do executivo liderado por Almeida Henriques previa a construção do arquivo na Casa Amarela. “Se é para ter uma abertura ao público, não é a melhor solução, mas pode ser uma solução de compromisso já que permite aproveitar um espaço vazio”, diz.

Contactado pelo Jornal do Centro, o executivo municipal viseense não quis fazer qualquer comentário sobre esta obra, que vai ser apresentada em breve à comunidade.





  • 2002 - 2019 - Jornal do Centro é uma marca registada da Legenda Transparente, lda
  • Desenvolvido por: WLC.PT