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Videovigilância nos museus e escolas de Viseu

Edição de 16 de agosto de 2019
16-08-2019
 

A Câmara de Viseu vai avançar com o sistema de videovigilância nos museus e escolas, mas quer estender a medida a todos os edifícios da responsabilidade da autarquia. O centro nevrálgico vai ocupar as antigas instalações do quartel dos Bombeiros Municipais, no centro da cidade.

“Passaremos a ter um sistema de vigilância próprio. Há um plano que está a ser desenhado e que vai ser implementado gradualmente”, anunciou Almeida Henriques, presidente da Câmara de Viseu.

Segundo o autarca, a primeira fase envolve os museus e as escolas porque a lei já o permite. “Vamos dar prioridade aos sítios onde temos segurança privada. Atualmente, se quiser colocar videovigilância nos museus não há nada a opor”, explicou, frisando que, por exemplo, é urgente este sistema nas escolas, principalmente ao fim de semana.

Mas o plano da autarquia é mais alargado e quer chegar a todos os edifícios da sua responsabilidade, como, por exemplo, os estaleiros, até para evitar os assaltos que têm ocorrido.

Para o presidente da Câmara, este sistema, nomeadamente nos parques públicos, iria evitar os gastos que a autarquia tem anualmente com o vandalismo e que chega “aos 150 mil euros”.

O projeto envolve, ainda, tal como já tinha anunciado, a videovigilância em todo o centro histórico. “A nova lei só agora foi aprovada. Nós agora estamos a adequar tudo o que temos de fazer”, disse Almeida Henriques que ainda está à “procura” de uma candidatura aos fundos europeus que possa financiar o investimento. “Não estou a ver jeitos, se não houver lá vai a autarquia avançar com financiamento próprio”, disse.

Na edição deste ano da Feira de S. Mateus, a autarquia juntamente com a Viseu Marca (organização) colocaram já o sistema de videovigilância a funcionar no recinto do evento, sobretudo nas portas, nas áreas dos lixos, nas zonas de patrocinadores e na área de armazenamento.

A videovigilância irá juntar-se ao serviço prestado pela PSP e por uma empresa de segurança privada.

“Este evento de cinco semanas tem no seu orçamento um custo de 250 mil euros com a segurança”, frisou Almeida Henriques.

O autarca anunciou também que foi criado um grupo de trabalho que fará uma avaliação prévia e indicará medidas de segurança a tomar nos grandes eventos, como a Feira de S. Mateus.

“É um grupo devidamente especializado, que fará uma avaliação prévia e indicará as principais medidas de segurança, obviamente sempre articulado com a PSP, no caso de eventos que ocorrem na área urbana, ou com a GNR, em eventos que ocorrem fora”, explicou o autarca.

Integram este grupo o segundo comandante (Rui Nogueira, que assume o cargo de coordenador) e o comandante-adjunto dos bombeiros municipais, um elemento da Proteção Civil e quatro da Polícia Municipal. “São pessoas que têm vindo a receber formação para saber lidar com estes grandes eventos”, acrescentou.

Segundo Almeida Henriques, o grupo avaliará não só os eventos promovidos diretamente pela autarquia, mas todos os outros promovidos em Viseu, como manifestações ou corridas.

“Reflete a aposta muito forte que o município tem vindo a fazer na área da Proteção Civil”, frisou o autarca, acrescentando que esta resulta “não só das imposições das leis a nível nacional, mas sobretudo da preocupação que as pessoas possam viver os eventos em Viseu com segurança”.





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