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Viseu arranca com dez camas no projeto “Hospital em casa”

Hospital de Viseu, camas, tratamentos em casa
12-10-2018
 
Dez doentes vão poder receber cuidados hospitalares em casa em vez de estarem internados. À sua disposição vão ter um médico, um enfermeiro e um fisioterapeuta se for necessário. Projeto vai estar implementado até meados do próximo ano, anunciou a direção do CHTV

O Centro hospitalar Tondela Viseu (CHTV) é uma das 25 unidades hospitalares que, a partir do próximo ano, terá uma unidade de hospitalização domiciliária.
O projeto vai arrancar inicialmente com dez camas e a equipa é constituída por um médico, um enfermeiro e, nos casos em que for necessário, um fisioterapeuta.
A medida é uma alternativa ao internamento convencional, através da qual o doente terá a possibilidade de ter médico e enfermeiro em presença física todos os dias, cerca de 45 minutos, e contactáveis 24 horas por dia, ficando no seu ambiente e junto da sua família, protegido do meio hospitalar, e sem os transtornos das recorrentes visitas ao hospital, com tempo e custos associados.
Este programa é para estar implementado até meados de 2019. Os médicos serão convidados a participar no programa e o CHTV vai recorrer aos profissionais da casa que depois terão formação específica.
Fonte hospitalar explicou que se trata de uma medida que não vai “atrapalhar” o serviço normal da instituição e que é bem vista pelos médicos, nomeadamente os internistas. “O Hospital quer agarrar isto”, disse a mesma fonte, lembrando que a palavra final é sempre do doente.
De acordo com o protocolo já assinado com o Ministério da Saúde, vão agora ser emitidas orientações pela Direção-geral da Saúde (DGS) para se definirem situações concretas a ser consideradas de acordo com distância, condições da casa e cuidador informal identificado.
É este organismo que vai criar uma norma de orientação clínica que defina a lista de doenças tipicamente elegíveis para a hospitalização domiciliária e os critérios de inclusão ou exclusão de doentes, que todas as unidades a nível nacional deverão seguir, informa ainda o CHL.
A hospitalização domiciliária é recente em Portugal e está apenas desenvolvida em pleno num hospital, o Garcia de Orta. Este modelo usado em vários países, tem como duas das principais vantagens evitar infeções hospitalares multirresistentes e reduzir os custos de internamento.
“É, essencialmente, uma boa medida na altura dos picos do calor ou do frio. Evitam-se infeções e os outros transtornos associados”, revelam os médicos.
A opção pelo internamento domiciliário será decidida caso a caso de acordo com o diagnóstico, a estabilidade da situação clínica e a capacidade de controlo da situação e potenciais complicações no domicílio.





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