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ANEPC "falta" ao aniversário dos bombeiros

27-07-2019
 

As comemorações do 134º aniversário dos Bombeiros Voluntários de Vouzela fi caram marcadas pelas críticas do presidente da direção, Carlos Lobo, à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), à Escola Nacional de Bombeiros (ENB) e até ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). Os primeiros reparos do dirigente da Associação Humanitária foram apontados à ENB. Destacando a presença na cerimónia de 17 novos elementos, Carlos Lobo não deixou de “lamentar tudo o que aconteceu no percurso de formação”. “Tiveram que esperar mais de um ano para conseguirem terminar a sua formação. O que se passa na Escola Nacional de Bombeiros é inacreditável”, afirmou. Na opinião do presidente da corporação vouzelense, foi também “inacreditável” a ausência de representantes da ANEPC na sessão solene comemorativa de mais um aniversário da instituição. “Os comandantes operacionais não estão a comparecer em aniversários de Associações de Bombeiros durante este período crítico. É incompreensível”, apontou.

Os lamentos não se ficaram por aqui. Também em relação ao INEM, a Associação Humanitária de Vouzela tem razões de queixa. “A nossa ambulância de INEM tem percorrido um autêntico calvário: desde novembro que tem estado mais tempo na oficina que em serviço. A perspetiva de ter de adquirir uma nova ambulância também não nos deixa mais tranquilos”, alertou, criticando “o acordo feito entre o INEM e a Liga de Bombeiros” que no entender de Carlos Lobo foi um “mau” para as corporações. “O INEM paga 50 mil euros pela aquisição de uma nova ambulância, incluindo-se neste montante o valor para a manutenção e seguro durante o primeiro ano. Todos nós sabemos que esse valor é manifestamente insuficiente”, defendeu.

Lúcio Campos homenageado

Mas nem só de críticas se fez mais um aniversário dos Bombeiros de Vouzela. A sessão ficou ainda marcada pela homenagem da Associação Humanitária ao antigo comandante operacional distrital Lúcio Campos, um “homem digno”, que durante alguns anos comandou a proteção civil no distrito. Lúcio Campos foi descrito como “amigo do seu semelhante” e que sempre esteve “disponível para ajudar” as corporações “em todas as circunstâncias”. “Era nossa intenção, direção e comando, tê-lo já homenageado no passado. Não foi possível, mas hoje cumprimos este nosso desejo: tenente coronel Lúcio Campos, os Bombeiros de Vouzela estão-lhe muito gratos”, afirmou Carlos Lobo.





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