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Câmara de Vouzela vai contrair empréstimo para pagar caminhos rurais e agrícolas

Edição de 8 de março de 2019
10-03-2019
 

Sem apoio financeiro do estado português e de Bruxelas, ao contrário do que aconteceu no passado, a Câmara de Vouzela vai contrair um empréstimo financeiro para requalificar os caminhos florestais e agrícolas que se encontram danificados e que após os incêndios de outubro de 2017 ficaram ainda em pior estado. A revelação foi feita em reunião de Câmara pelo presidente da autarquia, após o vereador do PS se ter queixado da situação em que se encontram a “grande maioria” das estradas.

“Os caminhos são dificilmente transitáveis, em alguns casos é mesmo impossível transitar com tratores e portanto urge intervir”, defendeu António Meneses, não escondendo a preocupação com um problema que já por diversas vezes foi debatido na sessão municipal, sem que, no entanto, tivesse sido solucionado.

Na resposta, o presidente da Câmara começou por lamentar que atualmente, e ao contrário do que aconteceu há uns anos, não haja “um cêntimo para apoiar caminhos rurais e agrícolas” tanto por parte do Estado, como de Bruxelas. Rui Ladeira recordou que Vouzela foi pioneiro e esteve na linha da frente neste tipo de investimento, mas atualmente quase não tem meios para o fazer. O autarca já fez chegar as suas queixas e indignação ao secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, por não haver dinheiro “para apoiar a regularização e a recuperação destes caminhos”, mesmo após a tragédia dos incêndios.

120 mil euros de investimento

Sem ajudas, o concelho de Vouzela vai ter que fazer aquilo que “seria impensável” há uns anos. “Este ano para dar uma resposta nas prioridades dos caminhos florestais estruturantes em algumas zonas do concelho vamos ter que recorrer a um empréstimo bancário para fazer essa reparação”, disse o presidente da Câmara, lamentando que mesmo tendo “acabado a austeridade” e depois da calamidade que se abateu sobre o território não exista “um cêntimo de apoio para arranjar um caminho florestal”.

“São 120 mil euros que vamos alocar para arranjar caminhos florestais e vamos ter que fazer isto porque infelizmente não temos outra forma de dar resposta à comunidade”, afirmou.

Rui Ladeira apontou o dedo ao governo por ter dinheiro para muitas matérias, como mudar o nome da Autoridade Nacional de Proteção Civil, menos para matérias como estas. O autarca social-democrata criticou ainda a falta de investimento da tutela na criação das chamadas faixas de gestão de combustíveis, tendo que ser o município a suportar este investimento que é feito em matéria de prevenção de incêndios.

Património danificado

O rol de queixas do edil vouzelense não se ficaram por aqui. Rui Ladeira critica a destruição de património, em todo o concelho, por parte dos madeireiros que causam elevados estragos quando vão buscar madeira queimada. “Cada um com as suas máquinas faz o que quer, abre o quer, vai buscar a madeira, destrói, faz caminhos novos e não há forma de condicionar ou orientar este tipo de situações”, lamentou.





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