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Vouzela: Estrada mantém-se encerrada após os incêndios

Edição de 7 de setembro de 2018
09-09-2018
 

Na próxima sexta-feira, 15 de setembro, faz onze meses dos trágicos incêndios que semearam um rasto de destruição em vários concelhos da zona Centro do país. Quem passa por Vouzela, por exemplo, consegue ter uma ideia dos estragos causados pelas chamas.

“Por questões de segurança”, o município decidiu encerrar no pós-fogo duas estradas no concelho. Destas duas vias apenas uma já reabriu ao trânsito. Trata-se da Estrada Municipal (EM) 337, entre a ponte de Ribamá e o entroncamento para Loumão, na freguesia de Queirã. O caminho voltou a estar transitável “após uma intervenção com vista a melhorar as condições de circulação”. As árvores queimadas e em risco de queda para a via foram cortadas, procedeu-se também à limpeza e recuperação das valetas e aquedutos que estavam completamente entupidos, assim como à reconstrução dos muros de proteção existentes, nas partes danificadas e à colocação de sinalização. “O nível de segurança da via é superior ao que era antes dos incêndios”, explicou ao Jornal do Centro o vereador na Câmara Municipal Pedro Ribeiro, acrescentando que as obras que foram feitas na EM 337 “foram pagas exclusivamente pelo orçamento do município”.

Autarquia sem folga para fazer mais

Por abrir ao trânsito está ainda o caminho municipal 1308 entre Casal Bom e Sacorelhe, na freguesia de Ventosa. A via continua interdita porque a autarquia “até hoje ainda não recebeu qualquer apoio para a recuperação desta ou outra das infraestruturas afetadas a 15 de outubro”, não tendo a Câmara “folga orçamental para executar a obra pelos seus próprios meios”. “Existem algumas queixas da população, porque obviamente esta situação causa transtornos na vida das pessoas, principalmente depois de tudo o que passaram, mas compreendem que não se pode abrir a via sem condições de circulação e o município por si só não tem condições financeiras para recuperar sem apoio do Estado”, vinca Pedro Ribeiro.

O vereador espera que o Governo disponibilize em breve apoios para a recuperação de infraestruturas públicas que foram arrasadas pelas chamas, uma linha de ajuda que até agora ainda não saiu do papel. “Todas as obras executadas na recuperação das infraestruturas municipais foram efetuadas com fundos próprios, que é o caso da EM 337 reaberta, do parque de campismo entre outras”, remata Pedro Ribeiro.





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