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Vouzela: “Os serviços de agricultura andam a abusar”

Edição de 10 de maio de 2019
11-05-2019
 

Os serviços do Ministério da Agricultura (MA) estão “a levantar crescentes dificuldades” aos homens da terra que sofreram prejuízos nos incêndios de outubro de 2017 e que se candidataram aos projetos de recuperação do potencial agrícola. A denúncia foi feita por António Meneses, vereador do Partido Socialista (PS), na Câmara de Vouzela, também ele uma vítima dos fogos trágicos de há mais de um ano e meio. “Tenho conhecimento que os serviços do MA não estão a agilizar, estão pelo contrário a levantar crescentes dificuldades numa coisa simples que se chama reposição do potencial agrícola”, denunciou na última reunião pública do executivo municipal.

Segundo o socialista, são vários os entraves levantados por este organismo do Estado que, defendeu, “anda a abusar”. “Na maior parte dos casos são puramente infantis e não se poderiam admitir dentro de uma escola primária”, disse, dando como exemplo a reposição das infraestruturas de rega, que o Estado não quer financiar. “Isto causa graves prejuízos à evolução dos projetos, à economia local, à demografia do mundo rural que todos necessitamos”, alertou, defendendo que o executivo deveria tomar uma posição de força, devendo mesmo “agir judicialmente contra quem levanta entraves, que não têm razão de ser”.

Perante esta intervenção, o presidente da Câmara (PSD) informou que vai pedir “imediatamente” informações ao Ministério da Agricultura sobre as candidaturas apresentadas pelos agricultores do concelho, no âmbito das reposições do pós-fogo. Rui Ladeira acrescentou que vai ainda reunir com os agricultores do concelho para perceber as dificuldades que estes estão a sentir e para saber se “há aqui morosidades indevidas ou incumprimentos nos regulamentos”, prometendo intervir caso seja necessário.

“Andamos nisto há um ano e meio e isto é uma brincadeira. Isto tem que ser pensado como deve ser: identificar os beneficiários, quais são os problemas, se houver matéria para abordagem mais dura [junto da tutela] não temos problemas em fazê-lo, porque estamos na defesa plena dos nossos agricultores e de quem perdeu muito”, rematou.





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