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Viseu: Aliança ultrapassado por Chega e RIR

Legislativas
07-10-2019
 

O Aliança, novo partido fundado por Pedro Santana Lopes, obteve, no distrito de Viseu, um resultado baixo. Apenas 1215 eleitores votaram no partido, o que representa 0,68 por cento dos votos. Desta forma, foi ultrapassado por outras formações políticas como o Chega e o RIR.

Ainda no rescaldo das eleições deste domingo (6 de outubro), Pedro Ruas, coordenador distrital do Aliança, afirma que tiveram menos votos, em comparação às eleições europeias, apesar de essas serem mais livres de expressar o voto. Segundo o político, o partido nunca procurou ter um caminho fácil e sempre teve propostas moderadas que “não são fáceis de passar de forma imediata”. “E só isso pode explicar como é que forças políticas que nem sequer fizeram campanha no distrito de Viseu, não vou dizer quais, mas houve partidos que nem sequer colocaram um cartaz, nem apresentaram uma proposta aqui em Viseu, e conseguiram ter resultados superiores ao Aliança”, justifica.

Pedro Ruas acredita que isto demonstra que o caminho é “difícil”, mas que nunca irão procurar “soluções fáceis ou populistas”, ainda que isso lhes dê “mais votos de imediato”.

Ruas, que já foi militante do PSD, afirma que faz sentido continuar com o Aliança porque Portugal não pode ter a expressão que tem no que toca à esquerda. “Portugal precisa de novas respostas, o distrito de Viseu também precisa de novas respostas e de uma sociedade civil mais livre, uma iniciativa privada mais destacada e, naturalmente, faz falta todas as forças que possam combater aquilo que é, para já, a geringonça que temos tido em Portugal e que, infelizmente, só tem olhado para determinada parte da sociedade portuguesa e tem descorado completamente a outra. Designadamente aquela que seria riqueza: os empresários e a iniciativa privada”, sustenta.

Sobre os resultados das eleições, mais concretamente terem sido ultrapassados por partidos como o RIR, Pedro Ruas diz que não se pode fazer uma leitura simplista. “Não sabemos até que ponto isto não foram votos de protesto. Não querendo menosprezar qualquer força política, penso que essa leitura não pode ser efetuada neste momento e nós, a nível do distrito de Viseu, vamos reservar a nossa análise mais aprofundada para os órgãos competentes”, explica.

A rematar, Pedro Ruas afirma que “seguramente que vamos continuar a ter Aliança por Viseu e outros sítios do distrito”.

 





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