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Viseu: Líder distrital do PSD quer novos protagonistas e nova estratégia

Legislativas
07-10-2019
 

O líder da distrital de Viseu do PSD, Pedro Alves, defendeu hoje que o partido precisa de “novos protagonistas, com uma nova estratégia”, depois de um “péssimo resultado” nas eleições de domingo.

“É preciso haver um refrescamento, um rejuvenescimento, uma renovação do partido. Não tem de ser necessariamente um refrescamento apenas com uma nova geração, é preciso novos protagonistas, com uma nova estratégia”, afirmou Pedro Alves, que apoiou Rui Rio na disputa com Santana Lopes.

Na sua opinião, “convinha ver resolvida a questão de uma nova liderança até ao final do ano”.

Pedro Alves, que foi novamente eleito deputado, disse que, “embora se procure considerar uma derrota positiva face às expectativas que estavam criadas, que eram baixas”, a verdade é que “este resultado não só é mau para o PSD, é sobretudo mau para o país”.

“O se pretendia com estas eleições era retirar a maioria à 'geringonça'. A verdade é que isso não aconteceu e o PS, desta vez, ganhou as eleições”, frisou, considerando necessário “que o PSD faça rapidamente uma reflexão sobre o que aconteceu”.

No seu entender, o seu partido “tem que arrumar a casa o mais breve possível, criando uma dinâmica positiva e construindo unidade interna”, até porque “era possível ganhar as eleições se tivesse existido uma outra estratégia ao longo de mais tempo” e não apenas na campanha eleitoral.

“A estratégia foi uma opção da direção nacional do partido, que nós procurámos também corrigir e alertar em janeiro para essa circunstância. O resultado está aí”, lamentou Pedro Alves, que se colocou ao lado de Luís Montenegro quando este desafiou a liderança de Rui Rio.

Segundo o líder distrital do PSD, “o partido mobilizou-se e envolveu-se no processo eleitoral”, apesar de “tudo o que aconteceu no processo de elaboração das listas, que trouxe alguma conflitualidade interna” e que “acabou por afastar algumas pessoas”.

O presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques (PSD), também considerou que “não podem querer fazer crer que o PSD teve um bom resultado”, uma vez que “é o quarto pior de sempre e vem quebrar um ciclo de vitórias consecutivas que o PSD tinha nas legislativas desde 2009”.

“Aqueles que criticaram quer o Pedro Santana Lopes, quer a Manuela Ferreira Leite, pelos maus resultados que tiveram na altura, não podem agora achar que isto foi uma retumbante vitória. Não, foi uma derrota”, realçou.

Segundo o antigo deputado, “o partido esteve mobilizado para fazer a campanha e, se não fez mais em determinados momentos, foi porque a direção nacional não quis que se fizesse”.

“Talvez se Rui Rio tivesse tido, durante estes dois anos, a mesma atitude que teve nestes últimos 15 dias, eventualmente as coisas fossem de outra maneira”, afirmou, considerando que se tratou de um “problema de estratégia” do líder do partido.

Almeida Henriques defendeu que, agora, é preciso “fazer uma forte reflexão e lançar as bases de um projeto que seja mobilizador para os militantes e simpatizantes, para todos aqueles que querem construir uma estratégia ganhadora para o futuro, de centro-direita”, reafirmando os valores do PSD.

“Acho que o PSD deve ir rapidamente para congresso, para que aqueles que entendem que têm um projeto alternativo que possa ser ganhador para os próximos quatro anos, quer nas eleições autárquicas, quer nas legislativas, tenham oportunidade de o apresentar, de fazer um debate alargado e depois eleger a nova estratégia”, referiu.

Na opinião do autarca, “todos os militantes que entenderem que estão bem posicionados para se candidatarem devem-no fazer, apresentando documentos estratégicos” e também Rui Rio “é perfeitamente livre de poder candidatar-se”, mas agora “é tempo de dar a palavra a militantes e simpatizantes”.

Para Almeida Henriques, o debate “não deve ser feito dentro de muros”, ou seja, o PSD deve estar “virado para a sociedade e não para as suas próprias trincheiras”.

O PS venceu domingo as eleições legislativas sem maioria absoluta e terá de tentar a repetição de uma solução de Governo à esquerda, numa eleição marcada pela derrota histórica da direita e pela entrada de três novos partidos no parlamento.





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