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Caminho de Fátima: a hora da partida é feita de reencontros (fotografia e vídeo)

Fátima
08-05-2018
 

 

Os abraços marcam o reencontro daqueles que há um ano partilharam as estradas que os levaram a Fátima a pé. São peregrinos, vêm de vários pontos da região e encontraram-se no início da semana (segunda-feira) em Repeses, Viseu, para, em mais uma jornada, partirem juntos no caminho da fé.

Ao final do dia, junto às três carrinhas de apoio, os peregrinos foram chegando. Aguardavam que o grupo se juntasse para ouvirem as orientações necessárias para uma peregrinação segura. Pela frente têm 160 quilómetros.

“É preciso um espírito bom porque senão não conseguimos, isto é muito cansativo”, conta Isabel Martins, que vai pelo quarto ano a Fátima. “O ambiente é espetacular. Temos um grupo que vai há muitos anos mas também há novas caras”, acrescenta.

Uma dessas novas caras é Armanda, vem de Aguiar da Beira, e à reportagem da Rádio e Jornal do Centro confessa que está “mais ou menos” preparada. “Ela vai aguentar”, atira Maria, igualmente de de Aguiar, no distrito da Guarda, e que já vai a Fátima há quatro anos. “Também acho que sim, não me preparei muito mas acho que vou aguentar. Andava com vontade de ir, bastava encontrar alguém que fosse. Não foi promessa mas sempre tive vontade de ir”, conta Armanda.

 

Da logística às recomendações

Mas antes da partida é muito importante toda a logística. São as carrinhas que levam a comida, a roupa e tudo o que é necessário para uma semana de viagem a pé.

“Para quem é repetente os recados são os mesmos, para quem não é ouçam com atenção”, alerta Paulo Nunes, o organizador do grupo de peregrinação. “Caminhar sozinho é da responsabilidade de cada um. Caminhar em grupo é uma responsabilidade repartida”, começa por alertar, pedindo aos peregrinos que “sejam amigos no caminho, avisem-se uns aos outros”.

Para Paulo Nunes, é muito importante que os caminhantes sejam atentos e responsáveis. “O cansaço é inimigo do discernimento, sem querer podemos estar na estrada e a estrada não é para nós, é para os carros. Infelizmente, todos os anos morrem peregrinos e, essencialmente, por falta de atenção”, avisa. E há ainda outro conselhos, não menos importante. “se alguém precisar de alguma coisa dos carros de apoio não vai lá, os carros é que vêm ter convosco, ninguém atravessa a estrada. Temos seis ou sete pessoas a dar apoio e é com esse espírito que saem de casa, para ajudar”, explica Paulo Nunes.

Depois das recomendações, os peregrinos meteram-se à estrada, em “fila indiana” e “nos passeios mais largos” ainda em grupo. Virados para o IP3, a primeira paragem estava programada para Fail, ainda no concelho de Viseu. Depois, “duas horitas para dormir em Canas de Santa Maria, em Tondela”. Quando partiram de Repeses, tinham como objetivo almoçar no dia seguinte em Santa Comba Dão. A Fátima conta chegar na sexta-feira.

“Geralmente sou eu que acompanho a parte final do grupo e a minha referência é a última pessoa e cada vez que ela passa por mim sei que já não há mais ninguém. O nosso objetivo é que ninguém se magoe, que não haja problemas e que todos cheguem aos pontos de referência”, conta Pedro Nuno Lopes, aquele que é considerado o “homem vassoura” e que é também o responsável por registar todos os momentos desta caminhada.





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