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Segunda Marcha LGBTI+ em Viseu

Marcha, LGBTI+, Viseu
20-10-2019
 

Decorreu, esta tarde, a segunda Marcha a favor dos direitos LGBTI+ (lésbicas, homossexuais, bissexuais, transsexuais e intersexuais) na cidade de Viseu, com o mote “Que Viseu e qualquer outra cidade sejas as melhores cidades para viver (para todxs)”.

Pelo início da tarde muitos se foram reunindo no Jardim de Santo António, junto ao Teatro Viriato, onde o percurso da marcha teve início. Daí, partiram para o Rossio. Ao longo da caminhada ouviam-se manifestos como “Deixa o passeio, vem para o nosso meio” ou “Nem menos, nem mais, direitos iguais”, acompanhados por cartazes e bandeiras com as cores do arco-íris.

Rosa Monteiro, secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, marcou presença, mais uma vez, na iniciativa e considera-a “muito importante” para a região. “As marchas estão a acontecer nos sítios onde vivem pessoas, como em Viseu, um sítio de interior, com diversidade. Todas essas pessoas têm direito à sua vida, à sua expressão, à sua identidade, a ter voz, a ter lugar no espaço público”, afirmou. A Marcha, segundo a secretária de Estado é um “alerta e uma mobilização coletiva para um problema de direitos fundamentais, direitos humanos que não estão, ainda, garantidos na sua plenitude”.

O secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, afirma que participou na marcha na “qualidade de cidadão viseense”. “Sou pela tolerância, por uma sociedade aberta, inclusiva”, disse, acrescentando que Viseu é “às vezes é, erradamente, do meu ponto de vista, confundido com uma sociedade mais fechada, conservadora... e portanto acho importante que Viseu se demonstre como uma comunidade tolerante e aberta”.

Mariana Mortágua, deputada do Bloco de Esquerda, também esteve presente de forma a prestar o seu apoio e julga que este tipo de movimentos mostram que “o país está a mudar”. “O facto de haver hoje, pelo segundo ano consecutivo, uma marcha LGBT em Viseu, com todas estas pessoas e organizações, no centro do país, aquele que já foi o ‘Cavaquistão’ e um centro de conservadorismo, mostra que o país está a mudar”, disse.

A também economista acredita que há “uma mudança em território nacional a acontecer” e “estão a ser dados passos muito importantes na sociedade portuguesa”.

Joacine Moreira, deputada eleita recentemente pelo partido Livre, em entrevista ao Jornal do Centro, justificou a sua participação na Marcha em Viseu como sendo “um dos objetivos número um” do partido “estar em qualquer iniciativa nacional com o objetivo de reforçarmos a igualdade”.

“Ouve-se que as áreas do interior e do norte são as áreas mais reacionárias, conservadoras... mas não é necessariamente assim”, sustentou a ativista.

Muitos foram os que se uniram na Segunda Marcha LGBTI+ em Viseu. Edgar Marinheiro, marchante que veio da Covilhã, disse que “no interior é preciso fazer esta luta. Lutar pelos direitos daqueles que, infelizmente, são a minoria no país”. Já Mariana Silva, de Viseu, pensa que a cidade “ainda tem muito que aprender” e “Portugal está longe de ter a igualdade que todos merecemos”. Por outro lado, Susana Faustino, disse que Viseu tem melhorado muito a nível de abertura para os direitos LGBT nos últimos anos”.





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