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Fotógrafo: Igor Ferreira
506 dias. Do último jogo realizado pelo Académico a jogar em casa, no Fontelo, até ao jogo do regresso "à base" passaram 506 dias. Apelámos à memória dos adeptos mais atentos, mas desvendamos desde já a resposta à pergunta. Foi a 26 de março de 2021. Nesse dia, uma sexta-feira à tarde, o Académico recebeu o Varzim e o jogo acabou mal para os viseenses. Praticamente no último lance de um jogo muito contestado pelos adeptos academistas, os poveiros fizeram golo através de um penalty que Pica terá cometido. Era Zé Gomes o treinador da equipa. O Académico perdeu 1-0.
O Fontelo despedia-se da equipa com uma derrota, mas na altura confiava-se que as obras iriam demorar pouco. Passou, então, o clube a jogar em Aveiro. Concluiu essa época - 2020/21 no Municipal aveirense e começou a temporada seguinte também em Aveiro. Os meses foram passando e as incertezas, aumentando. De tal forma que uma saída temporária passou a representar praticamente uma temporada e meia a jogar sempre fora.
Foram vários os alertas que adeptos e analistas foram lançando. Carlos Agostinho foi um deles.No Jornal do Centro, o antigo treinador do Académico ia dando os parabéns ao que o clube ia conseguindo. "Fazer uma época a jogar sempre fora não é fácil e o Académico vai resistindo e conquistando pontos, apesar de todas as dificuldades".
O comentador de desporto do Jornal do Centro realçou que os viseenses até fizeram mais pontos do que aquilo que esperava.
Estávamos em novembro de 2021. As obras atrasaram. Os adeptos iam desesperando. Afinal, ver o Académico obrigava sempre a uma viagem: a mais próxima era quando o clube jogava na casa emprestada, em Aveiro. A iluminação parecia ser o entrave maior. O presidente da Câmara de Viseu falava num valor avultado: 600 mil euros. As obras de melhoramento do Estádio do Fontelo incluíam a construção de novas pistas de atletismo, rede de rega e a substituição do relvado no Estádio Municipal do Fontelo.
A 23 de maio do ano passado, a autarquia referia que as obras estavam a avançar bem e que a empreitada contava com um investimento total de 1 milhão e 400 mil euros. Três meses depois, um cenário mais pessimista falava em atrasos. A vereadora, à data com o pelouro do Desporto na autarquia viseense, Ermelinda Afonso, assegurava que as obras do Estádio do Fontelo estavam atrasadas e não iriam ser executadas dentro do prazo estipulado.
E assim a época viria a ser toda cumprida em Aveiro. O executivo mudou com as eleições. Fernando Ruas ia reafirmando que a autarquia tudo estava a fazer para um regresso o mais rapidamente possível do Académico ao Fontelo. Caso não fosse possível, garantia o autarca, estava assegurada a continuidade do Académico a jogar em Aveiro, num acordo estabelecido com o executivo aveirense.
Na passada terça-feira, dia 2 agosto, o clube viseense veio anunciar o regresso ao Fontelo. 506 dias depois. Em declarações ao Jornal do Centro, Vasco Saraiva adepto do clube viseense, na reação ao regresso ao Fontelo, falava em "penalizações" para o clube por "ter jogado vários meses longe de Viseu".
Vamos então a números.
Da temporada de 2020/2021, na condição de visitado, o Académico fez ainda quatro jogos com estes adversários: Vizela, FCPorto B, Vilafranquense e Covilhã. O saldo foi equilibrado: ganhou dois, perdeu dois. Acabou esse campeonato em 14º lugar, com 36 pontos, a 29 pontos dos lugares de subida.
A época seguinte, 2021/2022, foi toda jogada fora do Fontelo. Nos jogos na condição de visitado o saldo, em jogos da Segunda Liga, foi de 4 vitórias, 4 empates e 9 derrotas. Em percentagem, 53% de derrotas, 24% de empates e 24% de vitórias. Nos 17 jogos que fez em casa emprestada, o Académico nunca ganhou por mais de um golo e acabou goleado pelo Estrela da Amadora (0-4) e Nacional (1-4). Parece claro, então, que o fator casa fugiu ao Académico nesta temporada que o clube terminou de forma aflitiva num 15º lugar. Os viseenses somaram 37 pontos, apenas mais dois do que a descida direta e só mais um do que o lugar de playoff.
506 dias depois, o Fontelo recebe um jogo do Académico de Viseu. O adversário é o Moreirense, clube que, em casa o Académico já derrotou por três vezes. No sábado, dia 14 de agosto, às onze da manhã, ficar-se-á a saber se o regresso será feito com um sorriso ao contrário do que aconteceu com a despedida.
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