<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Fotorreportagem - Jornal do Centro</title>
	<atom:link href="https://www.jornaldocentro.pt/noticias/fotorreportagem/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.jornaldocentro.pt</link>
	<description>Notícias de Viseu e da Região Centro</description>
	<lastBuildDate>Wed, 25 Jun 2025 09:20:13 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.8.5</generator>

<image>
	<url>https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2024/07/fav-icon.png</url>
	<title>Fotorreportagem - Jornal do Centro</title>
	<link>https://www.jornaldocentro.pt</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Até quem não é trambelo se sente trambelo no dia das Cavalhadas de Vildemoinhos</title>
		<link>https://www.jornaldocentro.pt/promessa-cumprida-cavalhadas-de-vildemoinhos-voltam-a-encher-ruas-de-viseu/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Vicente]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jun 2025 14:14:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Diário]]></category>
		<category><![CDATA[Fotorreportagem]]></category>
		<category><![CDATA[Viseu]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.jornaldocentro.pt/?p=108692</guid>

					<description><![CDATA[<p>As ruas de Viseu voltaram a encher-se esta terça-feira, 24 de junho, para receber uma nova edição das Cavalhadas de Vildemoinhos. O desfile é um dos mais icónicos da cidade e assinala o encerramento das festas populares a cumprir uma promessa feita em 1652 a São João, depois de uma disputa resolvida entre moleiros e [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.jornaldocentro.pt/promessa-cumprida-cavalhadas-de-vildemoinhos-voltam-a-encher-ruas-de-viseu/">Até quem não é trambelo se sente trambelo no dia das Cavalhadas de Vildemoinhos</a> first appeared on <a href="https://www.jornaldocentro.pt">Jornal do Centro</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As ruas de Viseu voltaram a encher-se esta terça-feira, 24 de junho, para receber uma nova edição das Cavalhadas de Vildemoinhos. O desfile é um dos mais icónicos da cidade e assinala o encerramento das festas populares a cumprir uma promessa feita em 1652 a São João, depois de uma disputa resolvida entre moleiros e agricultores.</p>



<p>Pelas ruas passaram 24 carros alegóricos, grupos de bombos, caretos – uma das novidades deste ano – e mais de mil participantes, num cortejo livre de tema, mas inspirado no espírito da cidade.</p>



<p>Durante o desfile, houve quem se apressasse para assistir. Jorge Batista contou ao Jornal do Centro que já assiste “há vários anos” e é natural da cidade. “Levantei-me à hora habitual, mas apressei as coisas para estar aqui”, explicou. Para o munícipe, o mais importante é “esta alegria e este movimento todo”.</p>



<p>Sobre o significado das Cavalhadas para a cidade, Jorge Batista disse que “é uma tradição já muito antiga e as tradições são para se manterem, na minha perspetiva. Animam sempre a cidade e dão-lhe cor, movimento”.</p>



<p>Outro cidadão que assistia ao cortejo, José Mesquita, recorda as Cavalhadas desde há cerca de 70 anos. “Antigamente o povo saía muito mais à rua. Era muita mais gente antigamente que agora. Até em carros e tudo estavam mais em conjunto”.&nbsp;</p>



<p>Ainda assim, não deixa de destacar dois carros que lhe chamaram a atenção: “Aquela figura que acabou de passar [ver imagens abaixo] e um que levava uma miúda. Para mim eram esses dois os vencedores do concurso”.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4851-2.jpeg"><img decoding="async" data-id="108665" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4851-2-1024x1024.webp" alt="" class="wp-image-108665"/></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4856-2.jpeg"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="1024" data-id="108670" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4856-2-1024x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-108670" srcset="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4856-2-1024x1024.jpeg 1024w, https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4856-2-150x150.jpeg 150w, https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4856-2-300x300.jpeg 300w, https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4856-2-768x768.jpeg 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>
</figure>



<p>Zulmira regressou este ano às Cavalhadas após uma ausência de quatro décadas. “Já não vinha às Cavalhadas de Vildemoinhos há mais de 40 anos, desde que comecei a trabalhar não tinha hipótese, agora estou reformada e já tenho tempo”.&nbsp;</p>



<p>Destacou o carro da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) como o que mais gostou. Uma criança de quatro anos, que também assistiu ao desfile, partilhou da mesma preferência: “O carro da minha tia, o da APPACDM”.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="108611" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4792-2-1024x1024.webp" alt="" class="wp-image-108611"/></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="108610" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4791-2-1024x1024.webp" alt="" class="wp-image-108610"/></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="108608" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4789-2-1024x1024.webp" alt="" class="wp-image-108608"/></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="108612" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4793-2-1024x1024.webp" alt="" class="wp-image-108612"/></figure>
</figure>



<p>Alice Sá, de 74 anos, natural de Coimbra, mas residente em Viseu desde os “vinte e poucos anos”, também esteve presente. “Não é a primeira vez. Já são muitos anos. Venho todos os anos”. Apesar de não ter visto o desfile na totalidade – “fui à feira primeiro” –, afirmou que pelo menos “aquilo que vi estou a gostar”.</p>



<p>Para Alice, as Cavalhadas fazem já parte da identidade da cidade. “É uma coisa que faz parte da cidade, porque acho que se não houvesse já não era Viseu. Embora não seja a minha terra natal, no coração eu sou natural de Viseu”.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4703-2.jpeg"><img decoding="async" data-id="108523" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4703-2-1024x1024.webp" alt="" class="wp-image-108523"/></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4709-2.jpeg"><img decoding="async" data-id="108529" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4709-2-1024x1024.webp" alt="" class="wp-image-108529"/></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4716-2.jpeg"><img decoding="async" data-id="108536" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4716-2-1024x1024.webp" alt="" class="wp-image-108536"/></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4724-2.jpeg"><img decoding="async" data-id="108543" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4724-2-1024x1024.webp" alt="" class="wp-image-108543"/></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4729-2.jpeg"><img decoding="async" data-id="108548" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4729-2-1024x1024.webp" alt="" class="wp-image-108548"/></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4745-2.jpeg"><img decoding="async" data-id="108564" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4745-2-1024x1024.webp" alt="" class="wp-image-108564"/></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4748-2.jpeg"><img decoding="async" data-id="108567" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4748-2-1024x1024.webp" alt="" class="wp-image-108567"/></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4761-2.jpeg"><img decoding="async" data-id="108580" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4761-2-1024x1024.webp" alt="" class="wp-image-108580"/></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4756-2.jpeg"><img decoding="async" data-id="108575" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4756-2-1024x1024.webp" alt="" class="wp-image-108575"/></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4767-2.jpeg"><img decoding="async" data-id="108586" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4767-2-1024x1024.webp" alt="" class="wp-image-108586"/></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4770-2.jpeg"><img decoding="async" data-id="108589" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4770-2-1024x1024.webp" alt="" class="wp-image-108589"/></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4784-2.jpeg"><img decoding="async" data-id="108603" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4784-2-1024x1024.webp" alt="" class="wp-image-108603"/></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4796-2.jpeg"><img decoding="async" data-id="108615" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4796-2-1024x1024.webp" alt="" class="wp-image-108615"/></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4804-2.jpeg"><img decoding="async" data-id="108623" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4804-2-1024x1024.webp" alt="" class="wp-image-108623"/></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4805-2.jpeg"><img decoding="async" data-id="108624" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4805-2-1024x1024.webp" alt="" class="wp-image-108624"/></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4812-2.jpeg"><img decoding="async" data-id="108631" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4812-2-1024x1024.webp" alt="" class="wp-image-108631"/></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4814-2.jpeg"><img decoding="async" data-id="108633" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4814-2-1024x1024.webp" alt="" class="wp-image-108633"/></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4823-2.jpeg"><img decoding="async" data-id="108641" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4823-2-1024x1024.webp" alt="" class="wp-image-108641"/></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4827-2.jpeg"><img decoding="async" data-id="108645" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4827-2-1024x1024.webp" alt="" class="wp-image-108645"/></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4830-2.jpeg"><img decoding="async" data-id="108648" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4830-2-1024x1024.webp" alt="" class="wp-image-108648"/></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4832-2.jpeg"><img decoding="async" data-id="108650" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4832-2-1024x1024.webp" alt="" class="wp-image-108650"/></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4838-2.jpeg"><img decoding="async" data-id="108652" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4838-2-1024x1024.webp" alt="" class="wp-image-108652"/></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4841-2.jpeg"><img decoding="async" data-id="108655" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4841-2-1024x1024.webp" alt="" class="wp-image-108655"/></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4843-2.jpeg"><img decoding="async" data-id="108657" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4843-2-1024x1024.webp" alt="" class="wp-image-108657"/></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4848-2.jpeg"><img decoding="async" data-id="108662" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4848-2-1024x1024.webp" alt="" class="wp-image-108662"/></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4859-2.jpeg"><img decoding="async" data-id="108673" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4859-2-1024x1024.webp" alt="" class="wp-image-108673"/></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4861-2.jpeg"><img decoding="async" data-id="108675" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2025/06/vildemoinhos-2025_4861-2-1024x1024.webp" alt="" class="wp-image-108675"/></a></figure>
</figure>



<p>A promessa que deu origem à tradição remonta a um conflito entre os moleiros de Vildemoinhos e os agricultores locais, que represaram o rio Pavia, e impediram o funcionamento dos moinhos. A 20 de maio de 1652, o tribunal deu razão aos moleiros. Em forma de agradecimento, foi organizada uma cavalgada até à Capela de São João da Carreira. O gesto repetiu-se desde então, ano após ano, há já 373 edições.</p>



<p>Na apresentação das Festas Populares de Viseu, a presidente das Cavalhadas de Vildemoinhos, Carla Adibe, afirmou que ia ser “um cortejo grande, rico, variado e diferente, por forma a mostrar à cidade aquilo que Vildemoinhos consegue fazer com o seu cortejo para além de cumprir a sua promessa”.</p>



<p>A organização das Cavalhadas de Vildemoinhos resumiu que “Hoje celebramos não apenas 373 de história, mas 373 anos de história, paixão e glória. As Cavalhadas de Vildemoinhos representam acima de tudo o cumprimento de uma promessa feita em 1652, mas também a honra de a fazer reviver em todas as famílias Trambelas que hoje têm um coração pulsante em Vildemoinhos”.</p><p>The post <a href="https://www.jornaldocentro.pt/promessa-cumprida-cavalhadas-de-vildemoinhos-voltam-a-encher-ruas-de-viseu/">Até quem não é trambelo se sente trambelo no dia das Cavalhadas de Vildemoinhos</a> first appeared on <a href="https://www.jornaldocentro.pt">Jornal do Centro</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>teste</title>
		<link>https://www.jornaldocentro.pt/teste/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[wsuporte]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Oct 2021 11:15:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fotorreportagem]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.jornaldocentro.pt/?p=45159</guid>

					<description><![CDATA[<p>teste 2</p>
<p>The post <a href="https://www.jornaldocentro.pt/teste/">teste</a> first appeared on <a href="https://www.jornaldocentro.pt">Jornal do Centro</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>ddgfg</p>
<p>{#slide|5|slide#}</p><p>The post <a href="https://www.jornaldocentro.pt/teste/">teste</a> first appeared on <a href="https://www.jornaldocentro.pt">Jornal do Centro</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Os ares do Grande Sanatório do Caramulo pelos olhos de quem lá trabalhou</title>
		<link>https://www.jornaldocentro.pt/os-ares-do-grande-sanatorio-do-caramulo-pelos-olhos-de-quem-la-trabalhou/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[wsuporte]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Sep 2021 08:30:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fotorreportagem]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.jornaldocentro.pt/?p=44289</guid>

					<description><![CDATA[<p>Cem anos depois, o Grande Sanatório do Caramulo ainda nos conta memórias de quem por lá passou. Em tempos, chegou a ter 2.500 tuberculosos. Hoje, ampara placas a anunciar uma futura demolição</p>
<p>The post <a href="https://www.jornaldocentro.pt/os-ares-do-grande-sanatorio-do-caramulo-pelos-olhos-de-quem-la-trabalhou/">Os ares do Grande Sanatório do Caramulo pelos olhos de quem lá trabalhou</a> first appeared on <a href="https://www.jornaldocentro.pt">Jornal do Centro</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“Isto aqui era o escritório, eu trabalhei ali naquele canto”, disse Fernando Ferreira da Silva, ao debruçar-se nas grades enferrujadas de uma das janelas. Acompanhámos-lhe os movimentos e absorvemos cada detalhe daquele espaço. Uma sala acanhada, talvez pelo vazio ou pelo silêncio que se faz sentir, onde trabalhavam pelo menos cinco pessoas. “Ainda tem ali o cofre, não tem lá nada que eu já lá fui”, continuou, ao ritmo de leves gargalhadas. A vida que antes ali se viveu parecia estar a ser contada pelas palavras de Fernando. Palavras essas que seguiam o seu próprio caminho para nos mostrar o “antigamente”. Aquela imagem de um Grande Sanatório abandonado e vazio desvaneceu. Revelou-se uma outra: à direita &#8220;uma farmácia, era a farmácia do Grande Sanatório que pertencia à Sociedade do Caramulo” e à esquerda &#8220;uma barbearia e uma papelaria com novidades. Era um movimento constante&#8221;.</p>
<p>Estávamos a 800 metros de altitude, em pleno Caramulo, no concelho de Tondela. Uma pequena vila que, pelas contas de Fernando, chegou a ter mais de 20 sanatórios “porque havia casas particulares que recebiam doentes com a assistência do corpo clínico”. Em tempos, eram 2.500 os tuberculosos que respiravam os ares da serra. A história já se sabe: o primeiro sanatório abriu portas em 1922, após o médico Jerónimo de Lacerda ter criado a sociedade que iria dar início à maior estância sanatorial de Portugal e da Península Ibérica. Seguiu-se a abertura das restantes pensões e casas de saúde. Na época, dizia-se que os ares do Caramulo faziam &#8220;milagres&#8221; na cura da tuberculose. </p>
<p>Fernando Ferreira da Silva tem hoje 88 anos. Na altura, “tinha 20 e poucos” e trabalhou como escriturário entre 1956 e 1958. Naquela sala do rés-do-chão, chegava tudo o que era documentação dos utentes, papeis de salários, dinheiros e papelada referente à Sociedade do Caramulo. “Os doentes vinham, eram recebidos aqui e eram distribuídos pelos sanatórios pelas vagas que havia.  O dinheiro também vinha sempre para aqui e depois era distribuído por nós, mediante as diárias que cada sanatório tinha de doentes”, explicou, enquanto se recostava à porta da entrada, hoje,  selada por um cadeado. </p>
<p>E a conversa seguiu até à razão de tanta gente ter passado pelo Caramulo: tuberculose. É quase sinónimo de tratamentos dolorosos e rotinas hospitalares restritas. “Apesar de ser uma doença quase fatal, tinha muitos estádios. Ou vinham muito doentes com pouca mobilidade, mas no início ou até no meio tinham muita mobilidade. Eles [utentes] saiam todos os dias se os deixassem, andavam sempre cá fora a ponto da Estância Sanatorial do Caramulo ter cinco ou seis fiscais que tomavam conta”, contou. </p>
<p>A rotina era simples: das 10h00 às 12h00 era a “hora de cura” e voltava a repetir-se depois de almoço, das 14h00 às 16h00. A partir daí, as restrições eram levantadas e os utentes eram autorizados a circular até às 18h00. “A cura que eles mais exigiam deles era das 14h00 às 16h00. Era silêncio… completamente”, suspirou. </p>
<p>Eram deitados em macas de ferro alinhadas ao milímetro, aconchegados por cobertores axadrezados já rafados pelo uso, com vista privilegiada para o Caramulo. Ao fundo da galeria, apenas um ecrã para projeção de filmes. Há lugares de silêncio e de espera e este era um deles.  Um silêncio profundo que certamente nos faria refletir. “Todos os sanatórios que foram feitos para isto, todos têm essas varandas. As varandas tinham cadeiras de cura, que era de ferro, onde às 14h00 às 16h00 deitavam-se. Nem no quarto podiam ficar a não ser que estivessem acamados. Tinham uma certa exigência nisso”, assinalou. Apesar do levantamento das regras, “eram proibidos de passar dos limites que é um leão que está ali em baixo e outro que está lá em cima. Pelo regulamento interno da estância, não podiam passar daí, mas eles iam até Viseu, fugiam”, lançou, entre sorrisos. </p>
<p>No início, a ciência era pouca e “grande cura inicial era comer” e “eu sei que uma vez, até foi comentado na altura que um utente que estava aqui no Grande Sanatório comeu 14 bifes panados ao almoço”, brincou. Tempos depois, “fazia-se cá muito uma operação que tiravam as costelas, no início era do que eles se socorriam. Chamava-se a isso corte de costelas. Primeiro tiravam o que tinham a tirar, depois a ciência evoluiu e eles começavam a tirar partes. Já foi mais adiantando, vinha aí um médico francês fazer as operações e depois morreu numa viagem para cá”, acrescentou. </p>
<p>Seguiu-se a chamada ‘tentativa e erro’ quando os médicos do Caramulo começaram também a fazer as cirurgias, “mas morriam todos, demoravam tempo demais”, lamentou. Havia também a cura natural. O tuberculoso ficava na estãncia por três ou quatro anos e saí curado. “Normalmente, curavam. Era à base de comer, descansar e os ares”, confirmou, enquanto percorríamos o terreno que contorna o edifício. </p>
<p>E, entretanto, chegámos ao cinema do sanatório. Na época, “isto era muito bonito, tinha uma escadaria“ e era uma rua bem movimentada” até porque “a gente via aqui filmes antes de eles passarem no Porto ou em Coimbra, por exemplo. Todos os bons filmes passavam aqui e era aberto ao público em geral, não era só para só para o sanatório”, revelou, sem esquecer que o primeiro filme que ali viu foi o Fantasma da Ópera. </p>
<p>E o preço dos bilhetes? “Eram 25 tostões a geral, a seguir tinham três filas de cadeiras que era a superior que era 13 escudos e depois a plateia eram 5 escudos. A gente ia sempre lá para baixo”, disse, entre leves gargalhadas. E aquelas escadas de mármore levam-nos o olhar até à sala de jogos e “à direita era uma sala de estar muito bonita”, que Fernando chegou a fotografar, no seu tempo de fotógrafo. </p>
<p>Foram três anos a trabalhar pelos ares do Caramulo. Em 1958, “saí porque desobedeci a uma ordem, mas era uma ordem que imaginava que não tinha o dever de a fazer e ainda hoje imagino”. Tratava-se de uma ida a um comício do Américo Tomás, no Porto. “Não fui, mas o meu pai foi no meu lugar e o autocarro foi apedrejado na ponte D. Luís I”, adiantou, com o olhar a sorrir-nos. </p>
<p>A partir daí, foi-lhe proposto ir para uma nova sociedade, num armazém de mercearia que havia para abastecer todos os sanatórios. “Quando me apresentaram um contrato de trabalho que eu iria ganhar 800… Percebi logo. Vim-me embora, se eu estava com um salário muito mais elevado e se depois me baixaram”. O destino seguinte foi o Porto e depois o Brasil. “Ganha-se muito numa altura assim, indo de um regime daqui para lá [Brasil] . Aquilo era aberto, um indivíduo fica extasiado e quem quiser aprende-se muito”, disse. </p>
<p>A demolição do Grande Sanatório está anunciada. Perguntámos-lhe o que as pessoas pensam: “é um descrédito total, só quando se vir”, rematou. </p>
<p>{#slide|8|slide#}</p><p>The post <a href="https://www.jornaldocentro.pt/os-ares-do-grande-sanatorio-do-caramulo-pelos-olhos-de-quem-la-trabalhou/">Os ares do Grande Sanatório do Caramulo pelos olhos de quem lá trabalhou</a> first appeared on <a href="https://www.jornaldocentro.pt">Jornal do Centro</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O taxista de Viseu que quer criar um museu de miniaturas de transportes</title>
		<link>https://www.jornaldocentro.pt/o-taxista-de-viseu-que-quer-criar-um-museu-de-miniaturas-de-transportes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[wsuporte]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Apr 2021 12:48:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fotorreportagem]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.jornaldocentro.pt/?p=39581</guid>

					<description><![CDATA[<p>Uma coleção em grande com viaturas em miniatura. Não está fechada e está para continuar</p>
<p>The post <a href="https://www.jornaldocentro.pt/o-taxista-de-viseu-que-quer-criar-um-museu-de-miniaturas-de-transportes/">O taxista de Viseu que quer criar um museu de miniaturas de transportes</a> first appeared on <a href="https://www.jornaldocentro.pt">Jornal do Centro</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Impressionante. É essa a primeira sensação que nos atravessa ao entrarmos na casa de Armando Marques, na freguesia de Povolide. Lá dentro, mais de 2.500 miniaturas de todo o tipo de transportes, com as mais variadas formas, tamanhos, marcas e características, estão alinhadas nas prateleiras dos móveis da sala de jantar. Algumas também já passaram para o escritório. Outras permanecem encaixotadas para o espaço não escassear.<br />Na vitrine à entrada da sala, uma fileira de carros faz-se notar. Peças quase polidas ou levemente retocadas, desvanecidas pelo tempo, algumas personalizadas pelo próprio Armando. “Foi a primeira viatura da minha coleção”, lança o colecionador, a apontar para um Mercedes-Benz 540L, esverdeado e descapotável, que comprou nos anos 90, ainda na Suíça. “Isto já não é uma sala de jantar, é um museu em miniatura”, diz-nos, entre sorrisos.</p>
<p>Taxista de profissão, ex-emigrante na Suíça e, por mero acaso, colecionador de miniaturas. Poderia ser muitas outras coisas, mas envergou por aquilo que lhe dá mais gosto. “São as coleções dos táxis &#8211; de diversos pontos do mundo &#8211; são coleções de camiões de outros tempos, são coleções de camiões articulados, são coleções de bombeiros, são coleções de motas e algumas bicicletas”, enumera. E a lista parece não terminar.</p>
<p>E quando é que tudo começou? Já com ideias de regressar a Portugal, “fui para comprar um carro, um Mercedes”, confessa. Não encontrou o modelo que queria e, por isso, decidiu comprar em miniatura numa simples ida ao supermercado. “Foi a partir daí que começou a brincadeira”, lança, com o olhar a fugir para a esposa, Maria Emília Marques, que assistia à nossa longa conversa.</p>
<p>Ainda nesse dia, “meti a miniatura em cima da televisão, daquelas antigas, sentei-me no sofá e comecei a olhar para a miniatura e gostei”, conta o colecionador, admitindo que retornou ao supermercado para compras mais peças. “Quantas miniaturas lá havia sem serem iguais, foram quantas eu trouxe”, assinala, entre gargalhadas.</p>
<p>E depois dessa, vieram outras. Cada uma com o seu propósito. “Tenho camiões que para mim representam muito, tenho aqui camiões com um valor que nem sei porque são muito antigos, na minha mão que já devem ter uns 25 anos, se não tiverem mais”, recorda, enquanto recua até ao seu verdadeiro táxi, mas em miniatura. É como se a realidade se aproximasse, cada vez que passamos os olhos pelos seus detalhes.</p>
<p>Mas, há uma miniatura especial. É pequena em tamanho e enorme em valor. Literalmente. “O camião que mandei fazer das minhas filhas, não vendo por nada”, confidencia, com um brilho no olhar. Rondou os 200 euros. Ainda assim, “é a viatura que mais gosto na minha coleção”. E na, realidade, não poderia ser de outra forma. E continuou a contar-nos: “Disse-lhes para mandarem uma fotografia, que fosse bonita, mas nunca souberam para o que era. Quando viram, ficaram todas contentes”, diz.</p>
<p>Os preços das miniaturas varia consoante os materiais de que são feitas, os pormenores e as marcas que se compra ou “onde se manda fazer”. A maior parte mantém-se entre os 100 e os 180 euros. Algumas “ainda se conseguem a 70 ou 80 euros, mas daí abaixo, poucas”, confessa.</p>
<p>No dia anterior à nossa conversa, tinha chegado mais uma peça. “Ontem chegaram duas até”, lança Maria Emília, do outro lado da sala de jantar, com um sorriso tímido. E Armando acrescenta que estão para chegar pelo menos uma duas: “é um jipe e um camião dos bombeiros que há-de chegar de Almeida”, do distrito da Guarda.</p>
<p>Ainda assim, o colecionador não se limita a comprar, como também a construir outras peças em madeira, ferro e esferovite. E não faltam os cenários para dar vida às milhares de miniaturas que ocupam as prateleiras das várias divisões da casa. “A maior parte delas são compradas, só que algumas vêm danificadas, as que vêm em segunda mão, então desmancho-as e pinto-as e preparo-as o mais possível”, refere, adiantando que usa caixas de papelão, acrílico e outros materiais para erguer as paisagens que visualizou para cada miniatura.</p>
<p>“É uma paixão”, suspira. Perguntámos-lhe por objetivos para toda aquela coleção de viaturas. E respondeu-nos de uma forma muito breve. “Devia pôr isto em Viseu para mostrar às pessoas” até porque quem já teve oportunidade de ver a quantidade de peças que Armando guarda, diz sempre “tem que pôr isto em exposição”. E lá chegará.</p>
<p>A esperança nunca a irá perder. Com um gosto especial por camiões, a coleção de Armando Marques não está fechada. Uma paixão dos anos 90 e que permanece até hoje. Promete que irá continuar.</p>


<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2024/09/article-img-cleanwhite.jpg" alt="" class="wp-image-32590"/></figure><p>The post <a href="https://www.jornaldocentro.pt/o-taxista-de-viseu-que-quer-criar-um-museu-de-miniaturas-de-transportes/">O taxista de Viseu que quer criar um museu de miniaturas de transportes</a> first appeared on <a href="https://www.jornaldocentro.pt">Jornal do Centro</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>As vidas que não se perderam na tragédia de Santa Comba Dão</title>
		<link>https://www.jornaldocentro.pt/as-vidas-que-nao-se-perderam-na-tragedia-de-santa-comba-dao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[wsuporte]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Mar 2021 19:16:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fotorreportagem]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.jornaldocentro.pt/?p=38771</guid>

					<description><![CDATA[<p>Vinte anos após o acidente de autocarro com peregrinos de Fátima, a tristeza na freguesia de Travassós de Cima, em Viseu, ainda prevalece. Se alguns decidiram “continuar com a vida”, outros nunca deixaram a tristeza de lado. Quatro pessoas recordam a tragédia na primeira pessoa</p>
<p>The post <a href="https://www.jornaldocentro.pt/as-vidas-que-nao-se-perderam-na-tragedia-de-santa-comba-dao/">As vidas que não se perderam na tragédia de Santa Comba Dão</a> first appeared on <a href="https://www.jornaldocentro.pt">Jornal do Centro</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ana Néri está no quintal com o marido, Manuel Néri, a cortar alguma lenha para empilhar na garagem que os contorna. O portão grená preenche-nos o olhar, mas não deixamos de lhe seguir os movimentos. Ao aperceber-se da nossa presença, aproxima-se entre passos silenciosos e reticentes. Caminha por um estreito trecho do terreno e encosta-se ao gradeamento que delimita a casa. Quando soltámos as palavras &#8211; ‘acidente de Santa Comba Dão’- o corpo franzino de Ana estremeceu e um pesado suspiro preencheu o ambiente. O olhar também humedeceu e a voz ganhou uma nova rouquidão. Sabemos que foi uma das sobreviventes. Antes de conversarmos, percorremos Travassós de Cima, no concelho de Viseu, a freguesia à qual o acidente roubou a vida de 14 residentes, que retornavam de uma excursão ao Santuário de Fátima, a 24 de março de 2001.</p>
<p>Instalou-se um ambiente leve, mas ao mesmo tempo angustiante. Testemunhámos um longo pesadelo, do qual parece que é impossível despertar. Há a sensação de vazio por todos aqueles que não se conseguiram salvar. Quem sobreviveu, não deixa de acreditar que “foi milagre”, lança Ana Néri, de 69 anos, uma das sobreviventes do acidente de Santa Comba Dão, que não deixa de acreditar que “não estava preparada para ir embora”.</p>
<p>Foi naquela curva, do IP3, próxima da Quinta da Memória, que se desenhou o destino dos peregrinos que retornavam de Fátima. Perto das 20h00, “não sei bem”, Ana perguntou ao seu conterrâneo, Álvaro, onde iam e se já tinham ultrapassado a barragem que tinha morto 59 pessoas, semanas antes. Em tom de brincadeira, devolveu-lhe uma simples resposta: ‘vamos no autocarro’. Instantes depois, “o meu marido ligou-me e levantei-me para ouvir melhor o telemóvel e a minha sensação foi só do autocarro dar aquelas guinadas”, descreve, adiantando que só se recorda de dizer que iam bater porque “de resto, não sei se o autocarro tombou para a esquerda ou para a direita”.</p>
<p>Cada batida significou a projeção de passageiros, o desbravar da vegetação e a destruição de todo o autocarro. Ao embater no fundo da ribanceira, instalou-se um cenário de puro sofrimento. Corpos dispersos, gemidos penosos e a luz da noite a tornar tudo mais negro. “Quando vim a mim, estava num ladrilho com a cara num paralelo, uma pessoa muito forte em cima de mim e com as mãos estendidas. Só dou conta das lanternas dos bombeiros e calcaram-me as mãos”, relembra Ana Néri, adiantando que foi nesse momento que foi socorrida, “mas só procurava pela tia Valentina e pela Rosa, por quem vinha ao pé de mim”.</p>
<p>Foi das últimas a chegar ao Hospital de Viseu. Tinha apenas um ferimentos na coluna e na perna que, infelizmente, “foi uma mazela que ficou do acidente e vai ficar para toda a vida”, lamenta a sobrevivente, reforçando que “graças a Deus, já tenho seis netos e a vida continuou”.</p>
<p>Não esquece o pior do acidente: a perda de quem gostava. Ainda hoje, “olho para a filha da Rosa e só me dá vontade de chorar”, admite. O vislumbre de que poderiam ser os seus filhos na mesma posição transforma-se numa aflição profunda, sem um fim bem nítido. “É dar graças a Deus”, remata.</p>
<p>Já passavam dez minutos das quatro da tarde, quando encontrámos António Mesquita Néri, marido de Rosa Almeida, uma das 14 vítimas mortais e amiga de Ana Néri. Repousava num dos bancos do Largo do Soito, no centro da freguesia de Travassós de Cima. Suspiro atrás de suspiro, relembra um dos piores momentos da sua vida: o dia em que perdeu a sua mulher. Quando soube do acidente, “chamei logo o meu filho e a minha filha e fomos todos para o hospital ver as ambulâncias. Vinha uma, vinha duas… Exaltei-me muito, disse coisas que não devia de falar”, lamenta António.</p>
<p>As ambulâncias pararam de chegar e ouviu-se ao longe: “o resto estão todos mortos em Santa Comba”. Continua sem compreender como é que “ao vir de uma festa religiosa, foram para a morte”. O mais difícil? “Perder a mulher muito cedo e com uma filha ainda por formar. A vontade da minha mulher era ela ter uns estudos bons, ela tinha uma boa cabeça e aproveitou. Se fosse viva, ui… Nem faço uma pequena ideia do que podia ser ao ver assim a filha”, assinala, entre sorrisos tímidos, reconhecendo que a população sempre apoiou quem perdeu quem mais gostava.</p>
<p>Contaram-lhe as últimas palavras de Rosa: “levo muita pena do meu marido, mas levo a minha neta no coração”. Na verdade, “isso ainda acabou comigo”, estremece.</p>
<p>Entre os becos de Travassós, conhecemos também Lurdes Lourenço, de 70 anos. Não chegou até ao Santuário de Fátima, “mas também estava inscrita, a excursão era no sábado e na quinta-feira disse que não podia ir para preparar as coisas”, lança, acrescentando que “foi um casal de jovens no meu lugar e do meu marido”.</p>
<p>Ainda assim, “quando soube do acidente, fiquei muito triste e desde aí muita gente nos telefonou a pensar que também ia. Graças a Deus, fiquei cá ou foi um aviso de Deus”, suspira, sem esquecer “o funeral das pessoas todas juntas a passarem para o cemitério, foi uma profundidade de tristeza”.</p>
<p>“Vinham da Terra Sagrada”, e muitos foram os que deixaram de frequentar a Igreja “porque não era suposto acontecer aquilo”, mas aconteceu. Sente-se a ausência humana e a saudade permanece entre todos. Todos os anos, “na imagem de Nossa Senhora, a gente põe umas velinhas por quem partiu nesse dia”, refere, “ficou marcado para sempre”.</p>
<p>Recuámos 20 anos e regressámos ao local do acidente com o ex-comandante dos Bombeiros Voluntários de Santa Comba Dão, Rui Santos. “Foi um dia trágico para a nossa memória, enquanto bombeiros”, atira, sem que lhe tenhamos perguntado. O número de vítimas mortais teima em não desaparecer do pensamento de Rui Santos.</p>
<p>Contou-nos cada detalhe do dia 24 de março de 2001. Estava a caminho dos Bombeiros de Santa Comba Dão, a cerca de 15 quilómetros, &#8220;quando recebi um telefonema a dizer que havia um acidente muito grave. Dali, comecei logo a inteirar as primeiras equipas para o local e do que era necessário”, conta, adiantando que, de imediato, começaram “a fazer a triagem de todos os sinistrados, o que foi muito importante”.</p>
<p>O ex-comandante dedicou-se à gestão de toda a logística necessários, de acordo com os pedidos do local do acidente. “Era preciso de tratar de muita coisa, de gruas, articular com as forças de segurança para abrirem caminhos para as ambulâncias do Centro de Saúde de Santa Comba Dão que, na altura tinha uma pequena urgência, e também para o Hospital de Viseu”, explica, reforçando a importância da triagem para “não entupir as urgência dos hospital com tanto volume de feridos”.</p>
<p>Na altura, as corporações de bombeiros de Mortágua, Tondela, Carregal do Sal, Nelas, Mangualde também foram solicitadas para o local. “Todas as corporações vieram para aqui porque efetivamente o autocarro ficou numa ravina, sem grandes acessos e tínhamos que trazer até à estrada em maca todos os feridos”, refere.</p>
<p>Entre silêncios profundos, Rui Santos recorda relatos que quem chegou primeiro ao local. “O autocarro caiu na ravina e, portanto, não havia luz até montarmos os primeiros holofotes e ao descer realmente fazem relatos de gritos lacerantes a pedir socorro, agarrarem-se às pernas”, confessa, “realmente, foi uma coisa que ficou para muito tempo na memória de todos os bombeiros”.</p>
<p>Para o ex-comandante, os 20 anos “de um acidente tão trágico” é um bom momento “para lembrar aqueles que aqui pereceram”, remata.</p>
<p>O conhecido acidente de Santa Comba Dão envolveu mais de 100 operacionais, entre bombeiros, forças da GNR e outras autoridades.</p>


<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2024/09/article-img-cleanwhite.jpg" alt="" class="wp-image-32590"/></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2024/09/article-img-cleanwhite.jpg" alt="" class="wp-image-20284"/></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" src="https://www.jornaldocentro.pt/wp-content/uploads/2024/09/article-img-cleanwhite.jpg" alt="" class="wp-image-33809"/></figure><p>The post <a href="https://www.jornaldocentro.pt/as-vidas-que-nao-se-perderam-na-tragedia-de-santa-comba-dao/">As vidas que não se perderam na tragédia de Santa Comba Dão</a> first appeared on <a href="https://www.jornaldocentro.pt">Jornal do Centro</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
