26 fev
Viseu

Sociedade

Vigília contra a violência em mulheres no Rossio, em Viseu

por Redação

18 de novembro de 2020, 18:35

Foto D.R.

CLIPS ÁUDIO

O Movimento Já Marchavas vai organizar na próxima quarta-feira (25 de novembro) uma vigília que visa assinalar o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres no Rossio, em Viseu.

O objetivo passa por “repudiar todas as formas de violência contra as mulheres, recordando de uma maneira especial as mulheres LBTI+ (lésbicas, bissexuais, transgéneras e intersexuais), as mulheres negras, as mulheres ciganas, as mulheres indígenas, as mulheres migrantes e todas as que sofrem, as que estão sós, as que são manietadas e as que já não estão entre nós”.

A iniciativa está marcada para as 18h00, sendo que a organização garante o cumprimento das normas de segurança face à Covid-19, como o distanciamento social, a desinfeção dos materiais e equipamentos de proteção.

A comemoração do Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres também vai dar início a uma série de “16 dias de ativismo que terminam a 10 de Dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos”, refere o Já Marchavas.

“A pandemia de Covid-19 agudizou os casos de violência doméstica preexistentes, situações essas que se intensificaram durante o período de confinamento em virtude da convivência permanente das vítimas com os agressores. A violência contra as mulheres e em particular a violência doméstica continua a ser exercida das mais variadas formas, seja ela física, emocional, sexual, financeira ou outras e encontramo-la nos mais diversificados contextos de intimidade”, pode ler-se na nota do movimento.

A direção do Já Marchavas considera que as denúncias das vítimas, o trabalho das associações, as medidas governamentais e as campanhas de sensibilização não foram suficientes para acabar com o problema da violência contra as mulheres, sendo que uma em cada três em Portugal sofre de violência nas relações íntimas.

Com esta vigília, o movimento quer assim marcar presença “pelas que não podem estar e damos voz às que foram silenciadas, pelas vítimas de violência doméstica, social, simbólica, instrumental e institucional, e para denunciar uma sociedade machista, sexista, racista, homofóbica, transfóbica e patriarcal”.

Ouça e trabalhe ao mesmo tempo

Destaques

Podcasts