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Festival Mescla anima centro histórico de Viseu em julho

12-06-2019
 

O centro histórico de Viseu será, na primeira semana de julho, animado por mais de 200 propostas culturais do festival Mescla, uma resposta da autarquia ao “espaço vazio” deixado pela suspensão dos Jardins Efémeros, anunciada há três meses.

“A programação vem responder a um repto que a população nos lançou. Os comerciantes e operadores da cidade, todos os que gostam do centro histórico, lançaram-nos este desafio”, explicou na terça-feira (11 de junho) o presidente da autarquia, Almeida Henriques, durante a apresentação do Mescla.

Segundo o autarca, o repto foi no sentido de ser criado “um evento cultural de animação urbana, inclusivo e não elitista, que abrisse a temporada de verão em Viseu e que fomentasse a frequência da zona antiga da cidade, a atividade económica e o turismo, assim como os hábitos culturais”.

A 21 de março, a fundadora e diretora dos Jardins Efémeros, Sandra Oliveira, numa nota de imprensa conjunta com a Câmara de Viseu, que apoiava o evento, anunciou a sua suspensão.

“Este projeto, que envolve toda a nossa comunidade, carece de uma pausa para reflexão”, justificou Sandra Oliveira, mostrando-se convencida de que “da pausa renascerão, já em 2020, uns Jardins memoráveis para todos”.

A Câmara de Viseu que, no âmbito do programa municipal Viseu Cultura, tinha atribuído um apoio de 125 mil euros para a edição de 2019, lamentou a suspensão e, logo na altura, adiantou que estava a analisar a possibilidade de assegurar alguma programação cultural durante esse período de julho.

“Em três meses foi possível criar esta dinâmica”, afirmou Almeida Henriques, acrescentando que o Mescla é um festival com “uma marca cultural própria e distintiva”.

Apesar de o Mescla surgir para dar resposta ao “espaço vazio que ficou com o inesperado cancelamento dos Jardins Efémeros”, o município não tem “qualquer objetivo de os substituir, antes pelo contrário”, frisou.

“Eles continuarão a ter o seu espaço”, garantiu Almeida Henriques, fazendo votos para que Sandra Oliveira apresente a candidatura ao programa Viseu Cultura e os Jardins Efémeros regressem no próximo ano.

O orçamento do Mescla é exatamente o mesmo que a autarquia tinha para os Jardins Efémeros, mas o número de dias de programação é maior.

“Há aqui um ‘mix’ positivo de artes e talentos. Propomos aos viseenses e aos milhares de visitantes que procurarão Viseu uma programação com identidade própria, onde todos podem ter lugar, independentemente da idade, dos gostos culturais e da sua origem”, frisou.

De 1 a 7 de julho, o programa promete várias expressões artísticas, como a escultura, a instalação, a música, o teatro, o novo circo, o café-concerto, a poesia, a literatura, a fotografia, o cinema, a arqueologia e a história.

O festival ocupará vinte espaços do centro histórico de Viseu, que estará encerrado ao trânsito automóvel das 16h00 às 02h00 durante essa semana.

O vereador da Cultura, Jorge Sobrado, frisou que este festival “é um caleidoscópio de disciplinas artísticas e culturais”, tendo como temáticas a luz e as viagens.

Irão participar dezenas de artistas e coletivos radicados na cidade de Viriato e também nomes nacionais e internacionais, em diferentes áreas de expressão.

No que respeita ao plano nacional e internacional, o vereador aludiu à presença do coletivo francês La Meute, dos Palmilha Dentada, da Companhia de Música Teatral, do Festival Monstra, do coletivo Ovo Alado. Vão também poder ouvir-se nomes como Noiserv, Fogo Fogo, Marta Ren, Elisa Rodrigues, SURMA, Solar Corona e Sopa de Pedra.

De Viseu, estarão nomes como Moullinex, Gira Sol Azul e a Viseu Big Band, o Teatro Mais Pequeno do Mundo, de Graeme Pullyen, João Lugatte, Ricardo Bernardo e Ricardo Silva (em residência), o projeto CRETA, de Guilherme Gomes (com diversos atores viseenses), a ZunZum, a Tribal, a Ritual de Domingo e Sónia Barbosa, Luís Belo, John Gallo, Inês Flor, Cláudia Sousa, o CARMO 81 e “Sr. Jorge” e a associação Memória Comum.





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