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Milagre Metaleiro em aldeia de S. Pedro do Sul

Edição de 16 de agosto de 2019
16-08-2019
 

Decorria o ano de 2008 quando um grupo de amigos decidiu organizar a primeira edição do Milagre Metaleiro. Mas antes, a experiência na música começou quando formaram uma banda e deram alguns concertos em espaços pequenos e na zona de onde são naturais. Mais tarde decidiram que podiam organizar algo com mais visibilidade. Foi quando contactaram a comissão de festas de Pindelo dos Milagres para ficarem responsáveis pelo final de uma das noites de baile. “A primeira banda foi Tarântula (uma das bandas portuguesas mais antigas no ativo e a mais antiga no género do Metal) que tocou depois do conjunto de baile”, começa por relatar Pedro Cunha, um dos organizadores.

De então para cá, não mais pararam e em 2016 conseguiram levar até Pindelo dos Milagres a primeira banda internacional: os Picture. “A partir daí começou a ganhar outra dinâmica [o festival]. No ano a seguir tivemos uma banda alemã de metal e já compusemos um cartaz totalmente diferente. Nessa altura houve então a necessidade de se criar uma associação que ficou com o nome Milagre Metaleiro”, comenta. A partir daí, trabalharam na expansão do festival.

Passaram de um grupo que tocava, apenas, no fim de “um bailarico popular das festas da aldeia”, como diz Pedro Cunha, para um festival com duração de dois dias e que oferece, de forma gratuita, vários géneros de música metal para quem gosta e visita.

Pedro Cunha diz que dentro das cotas que pagam enquanto sócios da Associação Cultural, o trabalho é também articulado com a comissão de festas e há, ainda, o apoio municipal.

O organizador afirma que o que torna o festival único é o facto de decorrer em simultâneo com as festas populares da aldeia de Pindelo dos Milagres. Admite que causa alguma estranheza nos habitantes, mas que “as pessoas se foram acomodando”. “Atualmente acho que eles não passam sem o festival acontecer e os outros eventos que possam ser promovidos pela música. (...) aqui no centro não nos olham de lado, mas ainda não somos vistos do mesmo modo que nos outros sítios”, afirma, em comparação a eventos do mesmo género noutras regiões do país.

Décima segunda edição

Este ano, 2019, o Milagre Metaleiro chega com novidades. “Vamos ter um leque muito mais abrangente, uma oferta mais larga para quem nos visita e para quem gosta. Temos uma zona de alimentação feita por pessoas locais, comida de qualidade, feita na hora para ser servida”. A entrada, como habitual, é livre e o camping gratuito.

Nos dias 23 e 24 de agosto, 16 bandas invadem as festas populares da aldeia de Pindelo dos Milagres. Rhapsody of Fire, Dynazty ou Inner Blast são alguns dos nomes que fazem parte do cartaz.

Amanhã, dia 17, decorre o Warm Up XII Milagre Metaleiro no TreBARunA, em Lamego, pelas 22h00.





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