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O festival Altitudes "não é um evento de passagem"

Edição de 9 de agosto de 2019
10-08-2019
 

O Festival Altitudes vai na 22ª edição. Como surgiu a ideia de iniciar este projeto?

Foram várias as razões. A primeira foi proporcionar às nossas gentes, aqui da serra, atividades culturais diversificadas e, também, acolher as estruturas que nos receberam no espaço deles e poder participar nesta partilha que nos faz crescer enquanto pessoas e atores, nesta relação de proximidade com outras estruturas de criação artística. A outra razão é também a escassez de atividades culturais na nossa região. Acho que é preciso tentar fazer ver que também se conseguem desenvolver atividades de forma séria e continuada em zonas mais isoladas. Não sabíamos muito bem qual seria o futuro, mas gostamos de experimentar e ver até onde as coisas podem crescer.

Quando pensaram neste evento, esperavam que durasse tantos anos?

Sinceramente, não. Os horizontes aqui são mais curtos, por isso nós não conseguíamos perspetivar que o festival tivesse esta duração. Agora sim. Sentimos isso pela adesão do público, pelo empenho, pelo rigor do trabalho das companhias de teatro que vêm cá, dos músicos, que se empenham e sentem orgulho de estar aqui presentes. Mas, há 20 anos, não tínhamos perspectiva de quando é que isto iria terminar.

Qual é o segredo para durar há tanto tempo?

Acho que o segredo é trabalhar de forma séria e acreditar muito. O Festival Altitudes não é um evento de passagem. As pessoas que vêm cá ver os espetáculos é porque conhecem, foram informadas que existem e então vêm de forma contínua e regular às edições. Nós não podemos deixar, nunca, terminar o Festival Altitudes senão as pessoas iam ficar muito revoltadas, iam questionar, porque elas já reservam este período do ano para virem para aqui acompanharem o festival na sua íntegra.

Tantos anos deste festival, é necessário que se criem surpresas para cativar quem passa por cá. Quais são as grandes novidades deste ano?

São todas as atividades que se vão realizar. São peças que não passaram por cá, que não são conhecidas por uma grande maioria do público. Em termos da diversidade artística, o teatro continua a ser a matriz do festival, mas estamos preocupados em reformular, em trazer algo de surpresa ao Altitudes e, este ano, temos um grupo de clarinetes, um dj, o cinema, através do Cineclube de Viseu. É esta diversidade e procura de reinventar a cada ano o festival que nós tentamos ter.

Quais são suas as expectativas, enquanto membro da organização, para a edição deste ano?

São muito altas. E nesse aspeto também temos de ser um bocadinho egoístas. Ou seja, a programação vai de encontro àquilo que sentimos que as pessoas gostam e também aos nossos gostos, àquilo que nos desperta curiosidade. Há aqui um misto em termos da programação. Por isso, acredito que vai ser um festival com grande qualidade.

Muitas pessoas passam por cá nesta altura do festival?

Tem, praticamente sempre, a lotação esgotada. A sala tem uma lotação de 200 lugares. É um ambiente de festa e as pessoas refletem isso.

Acaba por ser uma forma de divulgar a arte, no interior do país, onde não há tantos projetos a acontecerem?

Sim, os trabalhos feitos de uma forma séria e honesta não têm um lugar geográfico para acontecerem. Podem acontecer em qualquer lado e este festival é um reflexo disso. É pena que não existam projetos destes com mais intensidade. Não bastam palavras, é preciso mostrar na prática. Eu sinto que tem de haver um esforço acrescido, ou seja, para sermos grandes lá fora temos de ser enormes cá dentro. E o Festival Altitudes é um reflexo disso.

Programa 10 a 17 agosto

10 agosto, sábado

Fanzine, no Teatro do Montemuro | 21h30

11 agosto, domingo

Cinderela, no Teatro de Marionetas do Porto | 10h30

Arruada Banda Filarmónica de Mões | 17h

Confraria do Bolo Podre | 17h45

Concerto Clarinetes Ad Libitum | 21h30

11 a 17 agosto, das 14h30 às 16h30

Atelier Cinema de Animação, no Cine Clube de Viseu

12 agosto, segunda

La vida de los salmones | Karlik Danza Teatro | 21h30

13 agosto, terça

Os grandes não têm grandes ideias | Fértil Cultural | 10h30

Entremezes | Teatro das Beiras | 21h30

14 agosto, quarta

MAPA | Estórias de mundos distantes | Fernando Mota | 21h30

15 agosto, quinta

Improvável | Acta – A Companhia de Teatro do Algarve | 21h30

16 agosto, sexta

Sítio | Companhia da Chanca | 21h30

As Férias do Sr. Hullot | 22h30

17 agosto, sábado

Espetáculo a confirmar

DJ Set Remember & Shuffle | 22h30





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