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"Raízes rurais, paixões urbanas" de Ricardo Pais no Teatro Viriato... há 20 anos

Edição de 11 de janeiro de 2019
11-01-2019
 

A Companhia Paulo Ribeiro apresentou em 1996 o seu projeto de programação e administração do Teatro Viriato, sala que abriu a 8 de maio de 1998, altura em que decorreu a inauguração oficial. Terminava assim uma “jornada” deste edifício que iniciou a sua atividade como Theatro Boa União e começava uma outra, a que está agora a fazer 20 anos. De então para cá, as portas não mais fecharam e hoje o Teatro Viriato é um dos espaços com uma programação regular e um “exemplo de sucesso” da descentralização cultural. É também o exemplo a nível do financiamento, já que se trata de uma estrutura apoiada pelo Ministério da Cultura e pela autarquia de Viseu que continua a ser a dona do edifício que adquiriu em 1986.

A nova vida do Teatro Viriato fica marcada com a inauguração que decorreu a 8 de maio de 1998, era na altura ministro da Cultura Manuel Maria Carrilho, mas a abertura ao público aconteceu a 29 de janeiro de 1999 com a inauguração da primeira temporada de programação e com a apresentação do espetáculo “Raízes Rurais, Paixões Urbanas” de Ricardo Pais, encenador com ligações à região de Viseu e que remontou esta peça para a ocasião. Foi o primeiro e um dos momentos mais altos desta sala, recordam alguns daqueles que estiveram presentes. “O Teatro estava cheio, foi o acontecimento do ano”, referem.

Este foi o pontapé de saída para muitos outros momentos que marcam os 20 anos desta sala. A ligação que foi sendo criada com os artistas locais, as grandes produções e os projetos criados de raiz com as residências artísticas e outros em colaboração com outros agentes culturais como, por exemplo, o “Viseu A”, o Circus Lab (a presença novo circo como disciplina artística), ou, mais recentemente, o “Dançando com a Diferença”. A dança contemporânea continua a ser uma das grandes apostas do Teatro Viriato. O ciclo “New Age, New Time”, que se faz há dez anos, tem dado a conhecer coreógrafos e bailarinos. Este ano, e pela segunda vez, realiza-se o Summer Lab, espaço para alunos de dança trocarem experiências com coreógrafos nacionais e internacionais.

Outro “sucesso” são os serviços educativos que têm criado uma ligação com as escolas da região e os projetos que vão sendo criados com a comunidade educativa.

O Teatro Viriato acolhe também desde o primeiro momento, em residência permanente, a Companhia Paulo Ribeiro que, além da sua atividade de criação e itinerância de espetáculos, tem igualmente realizado um importante trabalho pedagógico na área da dança.

Três diretores

Em 20 anos, a vida do Teatro Viriato foi feita sob a direção de três diretores. Paulo Ribeiro assumiu as funções até 2003, altura em que saiu para a direção artística do Ballet Gulbenkian. No seu lugar ficou Miguel Honrado que ocupou o cargo até 2006. Paulo Ribeiro regressou e voltou a ficar à frente da direção do Teatro até 2016, de onde saiu novamente para liderar a Companhia Nacional de Bailado.

No final desse ano, Paula Garcia, que já está na casa desde a sua fundação, assumiu então a direção, não sem alguma contestação. Na altura, a autarquia de Viseu (parceiro do projeto) afirmou que um espaço como o Teatro Viriato deveria ter à sua frente um nome “mais sonante”.

No último ano, o Teatro Viriato viu ser-lhe cortado em cerca de 23 por cento o seu orçamento por parte da Direção-Geral das Artes (DGArtes), para o período 2018- 2021. O apoio da DGArtes ao Teatro Viriato tem sido de cerca de 400 mil euros por ano. Este financiamento é completado pelo apoio do município de Viseu, que já garantiu que continuará a atribuir 380 mil euros.





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