20 Set
Viseu

Cultura

Teatro Viriato com “programação intensa” até dezembro

por Redação

16 de Setembro de 2020, 13:06

Foto Igor Ferreira

CLIPS ÁUDIO

Até dezembro o Teatro Viriato, em Viseu, vai oferecer ao público uma “programação intensa”, marcada também pela pandemia que reduziu a lotação da sala para apenas 138 lugares. 

A nova temporada da estrutura cultural tem teatro, música, dança e cinema. Muitos dos espetáculos vão subir ao palco em parceria com outros agentes culturais da cidade, como o Cine Clube ou a Gira Sol Azul. 

“A sala [do Viriato] estará sempre aberta com uma programação semanal intensa e sempre foi assim e agora será ainda mais intensa até dezembro. É um lugar que vai pertencer a imensa gente”, salientou Patrícia Portela na apresentação do programa do espaço cultural para os meses de setembro, outubro, novembro e dezembro. 

A programação inclui sete estreias. A primeira acontece já esta sexta-feira, com a peça "Os três irmãos" de Vítor Hugo Pontes, com texto de Gonçalo M. Tavares.

“Vamos acolher imensas estreias, vamos continuar aquilo que o teatro sempre foi, um espaço de muita diversidade, de muitas vozes”, afirmou Patrícia Portela, acrescentando que o Viriato vai estar “com o coração nas mãos, de estreia em estreia, a criar coisas novas quase diariamente”.

“É muito bonito poder ter um espaço de criação, renovação, inovação e de começo num tempo como este. Eu acho que é o maior grito de resistência e de esperança num momento como este e ainda por cima para um inverno e portanto é primavera aqui no teatro”, defendeu. 

Aos jornalistas, na apresentação da nova programação, Patrícia Portela confessou que a primeira decisão que tomou na qualidade de diretora do Teatro Viriato foi o encerramento ao público do espaço por causa da pandemia, isto há meio ano. A programação manteve-se, mas na internet, algo que pode voltar a acontecer, assumiu a responsável. 
 
“Independentemente do que for acontecendo, mesmo que nós nos tenhamos que fechar em casa, mesmo que o teatro tenha que fechar as portas, o teatro físico, o Teatro Viriato não vai fechar as portas”, garantiu. 

A estrutura cultural tem agora espaço para acolher 138 espectadores. Apesar da redução da plateia, Patrícia Portela acredita que a sala de espetáculos vai “estar cheia” nos próximos meses.

A diretora do Viriato não escondeu que a pandemia teve um impacto “incrível” na instituição cultural, que tem agora “mais despesas e menos receitas”, no que descreve como “uma desgraça” e uma situação “muito difícil”. Apesar disso, o teatro vai continuar em funcionamento “por muito tempo”, assegurou.

Na apresentação na nova temporada do Teatro Viriato para o próximo quadrimestre ouviram-se ainda as críticas e queixas de Jorge Sobrado, vereador da cultura na Câmara de Viseu, ao Governo por falta de previsibilidade nas políticas públicas.

“A ausência de uma definição sobre o programa da rede de teatros e cineteatros que desde novembro de 2019 aguarda uma regulamentação e uma aplicação, na altura com a promessa de estar concluído no prazo de seis meses. A indefinição de calendários sobre os apoios do estado central para o próximo quadriénio e a ausência de um diálogo estruturado com os municípios não ajudam nessa previsibilidade, mas é essa previsibilidade, essa cooperação, esse diálogo estruturado, essa estratégia que pedimos e que esperamos”, frisou.

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