A OUVIR 98.9 FM
           00:00:00 | 00:00:00        
      
  
 
        

Teatro Viriato quer juntar decisores políticos para falar sobre cultura

Teatro Viriato, cultura, Viseu
11-01-2019
 

O Teatro Viriato, em Viseu, anunciou na quinta-feira (10 de janeiro) as atividades fora do palco, em 2019, contando-se entre elas uma oficina que tenciona receber inscrições de decisores políticos para conversarem sobre arte.

“Sentimos muitas vezes uma dificuldade de diálogo, em fazer passar a compreensão da importância da criação artística para a sociedade, para o mundo e, sobretudo, de como esta área permite toda uma leitura do mundo e temos todos consciência que a decisão é algo que é muito presente nas nossas vidas e é a tomada de decisão que permite que muito aconteça”, explicou a diretora do Teatro Viriato, Paula Garcia.

“Dois poderes: arte e cultura” é uma oficina para a qual o Teatro Viriato convidou Albano Jerónimo, Mickaël de Oliveira, Leonor Barata e Patrícia Portela, de modo a que, por sua vez, reúnam decisores políticos, que terão de fazer a sua inscrição para participarem no dia 01 de junho.

“Acharei muito estranho se não tivermos inscrições, nem quero pensar numa coisa dessas, porque habituámos o público a ter na programação projetos muito específicos para públicos-alvo e este é só mais um e os artistas aceitaram de imediato o desafio e eu até gostava que a oficina depois tivesse uma apresentação pública”, confidenciou à agência Lusa Paula Garcia.

Na apresentação da programação, a diretora revelou que o projeto “Que Cena”, desta vez também vai ter apresentações no Teatro Nacional D. Maria II e será aberto a São Tomé e Príncipe, tendo adquirido uma tal maturidade que “o Viriato já está em diálogo com a CPLP para ser um projeto alargado aos países da lusofonia”.

“Ainda em 2019, Graeme Pulleyn viaja para São Tomé e Príncipe onde vai desenvolver um projeto com a ONG [organização não governamental] Leigos para o Desenvolvimento para implementar um projeto no Bairro da Boa Morte que será concluído em dois anos, e a estreia será em 2020”, contou.

Um outro projeto “muito interessante é o ‘Marinho’ que termina em Viseu e é curioso, porque é a única cidade deste projeto que não tem uma ligação direta com o mar e é curioso como se pode pensar numa relação com o mar estando longe”, lançou a diretora, que adiantou que é dirigido aos estudantes.

Também Henrique Amoedo vai estrear em Viseu um projeto de formação, ou seja, convidar coreógrafos nacionais e internacionais a darem formação tanto ao grupo residente, Dançando com a Diferença, como a professores, técnicos, pessoas interessadas em dança inclusiva.

“No Museu Nacional Grão Vasco vamos ter uma estreia, uma terceira edição de uma visita dançada, desta vez o convidado é o Henrique Amoedo e o público vai conhecer os tesouros nacionais vendado, porque queremos ir buscar esta ideia de inclusão, que deve estar também muito presente na programação do Viriato”, evidenciou.

O Summer Lab, que se estreou no ano passado, “é um momento de formação de grande qualidade, com coreógrafos de excelente qualidade” e nesta segunda edição o Viriato conta, novamente, com um grupo muito forte para triplicar o sucesso do ano passado que já foi absoluto”.

De regresso a Viseu está Fernanda Fragateiro com a “Caixa para guardar o vazio”, que teve início em 2005, e “é um projeto exemplificativo do arranque dos serviços educativos em Portugal para as artes performativas”.

“Quisemos recuperar este trabalho, que foi uma encomenda do então diretor Miguel Honrado, porque foi de um grande sucesso a nível nacional e já na altura foi um projeto muito à frente no seu tempo e a própria Fernanda [Fragateiro] continua a falar deste projeto nas conferências internacionais e continua muito atual e é muito pertinente trazê-lo novamente”, defendeu Paula Garcia.





  • 2002 - 2019 - Jornal do Centro é uma marca registada da Legenda Transparente, lda
  • Desenvolvido por: WLC.PT