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Académico fala em “perseguição” ao futebol português. Clubes e Liga querem regresso do público aos estádios

por Redação

01 de outubro de 2020, 15:02

Foto Arquivo Jornal do Centro

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O Académico de Viseu diz que o futebol está a ser prejudicado financeiramente pela facto de não haver público nos estádios. O diretor-geral da SAD, Ramiro Sobral, pede o regresso imediato do público aos estádios.

A direção da Liga de Clubes e os clubes dos campeonatos profissionais subscreveram, na última quarta-feira (30 de setembro), em assembleia geral, uma declaração conjunta onde exigem o cessar imediato da discriminação do futebol em relação às restantes atividades económicas.

“O futebol profissional pretende que as autoridades de saúde aceitem o regresso imediato do público aos estádios de futebol, pois cada um deles foi vistoriado e aprovado pelas autoridades e cumprirá escrupulosamente as regras que a saúde pública impõe”, referem os clubes, mostrando-se ainda disponíveis para continuarem a promover campanhas de combate à Covid-19.

Ao Jornal do Centro, Ramiro Sobral assume que o futebol está a ser prejudicado a nível financeiro, mas lembra que também as famílias que gostam da modalidade estão a ser prejudicadas.

“Isto já é mais do que uma perseguição. É absolutamente obtuso. O que está a ser feito em relação ao futebol, que está a ser prejudicado em relação à não presença do público, está a afetar diretamente as crianças e todos os clubes profissionais e prejudica o bem-estar das famílias que gostam de ir ao futebol, para espairecer e esquecer um pouco esta pandemia”, explica.

Ramiro Sobral garante que os estádios irão cumprir as regras de segurança face à pandemia da Covid-19.

A presença do público vai ser testada já este sábado (3 de outubro) no jogo do Santa Clara contra o Gil Vicente, da terceira jornada da Primeira Liga. O Estádio de São Miguel, casa do Santa Clara em Ponta Delgada, vai ter uma assistência de 1.000 pessoas, sendo o primeiro jogo profissional da época a ter público no estádio devido às restrições da Covid-19. Os adeptos vão estar separados por cinco lugares.

Ramiro Sobral mostra-se esperançoso com o que este jogo poderá trazer para o futuro próximo nos campeonatos profissionais. “Espero que as coisas corram bem e que possa ser uma boa experiência para que todos os estádios do país possam ter presença de espetadores”, diz o diretor da SAD do Académico.

Na declaração conjunta, os clubes recordam que “o futebol tem sido um exemplo na prevenção dos comportamentos de risco e na promoção dos bons comportamentos no combate à pandemia da Covid-19”.

Para fazer face à pandemia, a Liga de Clubes decidiu aumentar o número de jogadores que cada clube pode inscrever. Entretanto, o organismo anunciou ter delineado um plano de três fases para o regresso do público aos estádios, com vários jogos-testes com público nas bancadas.

Numa segunda fase, a Liga pretende uma assistência máxima de 2.500 pessoas, sem ocupar 20 por cento da capacidade do estádio e, numa terceira fase, 5.000 pessoas sem ultrapassar uma ocupação de 30 por cento do estádio.

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