02 Abr
Viseu

Desporto

Autarca de Viseu esconde acordo que garante realização de jogo do Académico

por Redação

21 de Janeiro de 2020, 11:32

Foto Arquivo Jornal do Centro

Almeida Henriques assegura que jogo com o FC Porto será feito no Fontelo

CLIPS ÁUDIO

O presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, não divulgou a forma como vai ser feita a iluminação no Estádio do Fontelo, mas garante que o jogo das meias-finais da Taça de Portugal com o FC Porto se realize a 4 de fevereiro em Viseu.

Aos jornalistas, o autarca deixou esta terça-feira (21 de janeiro) apenas a garantia de que a partida será realizada no reduto dos academistas, escusando-se a revelar a solução que vai ser implementada.

O autarca falava aos jornalistas depois da reunião pública do executivo camarário, na qual foi aprovado por unanimidade um voto de congratulação ao Académico de Viseu por, pela primeira vez na história do clube, marcar presença nas meias-finais da Taça de Portugal de futebol.

Almeida Henriques não revelou se comparticipa as despesas com a iluminação, limitando-se a dizer que “vai haver um reforço de luz”. Questionado se será pago pela autarquia, Almeida Henriques reagiu: “É uma questão que ainda veremos”.

Almeida Henriques disse que “o estádio é da Câmara e, portanto, a Câmara está a criar as condições para que o jogo se possa realizar”.

“O que vos posso garantir é que haverá um reforço de luz e que haverá uma transmissão. O presidente da Câmara está a assegurar que o jogo se irá realizar e é a única garantia que vocês [jornalistas] e os cidadãos precisam de ter”, acrescentou.

Questionado sobre o porquê dessa garantia não ter surgido para o jogo anterior dos quartos de final com o Canelas 2010, o autarca disse que, agora, o jogo com o FC Porto “é diferente”.

“No jogo com o Canelas houve um entendimento com o clube e o próprio clube fez o trabalho que tinha de fazer. Neste momento, entendemos que também nós devemos dar aqui a colaboração e os nossos serviços técnicos estão a trabalhar nesse sentido”, defendeu.

Aos jornalistas, o autarca manifestou vontade de estar na final da Taça de Portugal, no Estádio Nacional do Jamor, e disse que iria marcar presença no Estádio do Dragão, para a segunda mão das meias-finais, o que não acontecerá no dia 4 de fevereiro, no Estádio Municipal do Fontelo, porque estará no Canadá.

O encontro entre o Académico e o Porto no Fontelo está marcado para 4 de fevereiro, pelas 20h45. No último fim de semana, a SAD do Académico tinha alertado nas redes sociais que o jogo poderia não se realizar no tradicional reduto academista.

Segundo fonte do clube, em causa estaria um problema relacionado com a iluminação do Estádio do Fontelo, insuficiente para um jogo à noite, e com transmissão televisiva. Ainda segundo a mesma fonte, os custos com a iluminação suplementar que foi alugada para o jogo dos ‘quartos’, frente ao Canelas na passada quinta-feira (dia 16), foram de várias dezenas de milhares de euros, e não foi coberto pelas receitas da partida.

O vereador do PS, José Pedro Gomes, diz ao Jornal do Centro que os socialistas ficaram satisfeitos com a garantia de Almeida Henriques, afirmando tratar-se de uma “boa notícia”.

Sobre a iluminação, o vereador salientou que esta é uma questão que tem de ser resolvida “a longo-prazo” entre a autarquia e o Académico e disse que, na reunião, Almeida Henriques não revelou quem iria pagar.

Almeida Henriques diz que está a ser estudado acordo com o Académico e a Federação

O presidente da Câmara de Viseu revelou ainda que está em cima da mesa um acordo entre a autarquia, o Académico e a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) para melhorar a iluminação do Estádio do Fontelo no futuro.

“O estádio vai ser objeto de uma iluminação nova, que terá a comparticipação da FPF. Terá de ser um projeto da Câmara e terá de ser lançado um concurso público, de acordo com as regras. A obra será desenvolvida pelo Académico e permitirá deixarmos de ter o problema de reforço de meios”, adiantou o autarca.

Questionado pelo Jornal do Centro, Almeida Henriques recusou ainda falar da situação do PSD depois das eleições diretas que foram ganhas por Rui Rio. O social-democrata alegou que estava na pele de autarca e que, por isso, não podia falar sobre assuntos partidários.

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