26 Mai
Viseu

Desporto

Ex-treinador do Académico acredita que é possível terminar os campeonatos em campo

por Redação

03 de Abril de 2020, 09:49

Foto Arquivo Jornal do Centro

CLIPS ÁUDIO

O novo coronavírus continua a abalar o mundo do futebol. Francisco Chaló, antigo treinador do Académico de Viseu, não viveu dias fáceis devido à pandemia da Covid-19 que se alastrou um pouco por todo o mundo.

Em declarações ao Jornal do Centro, o técnico, que estava a trabalhar agora na Argélia, conta as dificuldades que enfrentou para regressar a Portugal.

“As coisas aceleraram muito. Contactei a embaixada de Portugal, que não nos ajudou em nada. Não sabiam de nada, estavam bastante tranquilos e diziam que estava tudo tranquilo. Isto foi na segunda-feira [30 de março], mas depois as coisas aumentaram drasticamente. Conseguiram desbloquear através do Ministério dos Negócios Estrangeiros e informaram-me pessoalmente que havia a possibilidade [de regressar a Portugal]”, explica.

“Sabíamos que, mais cedo ou mais tarde, as coisas iriam acontecer na Argélia. Tivemos ainda a primeira mão dos quartos de final da Taça da Argélia e, depois em quatro, cinco dias, acelerou-se tudo para parar o campeonato”, acrescenta.

O antigo treinador do Académico de Viseu diz acreditar ser possível terminar os campeonatos, porque “o mundo não pode parar e há condições para terminar”. “Caso os campeonatos não terminem, é um sinal muito significativo e complicado. Acho que, depois desta pandemia, as coisas têm de acalmar dentro dos prazos e assim que as pessoas responsáveis percebam que têm o mínimo de segurança”, refere.

Francisco Chaló diz que esta paragem pode significar algumas mudanças no futuro e expressa o desejo de que não haja oportunistas face à situação atual.

“A primeira grande modificação que espero que haja é na parte moral das pessoas. Não quero oportunistas em relação a esta situação nem assédio moral pelo facto de evocarem algumas coisas que não têm razão de ser. Quem está preocupado com o que se está a passar em três semanas e pagar março e até abril é sinal de que as coisas já estão mal”, defende.

O treinador diz que os clubes de futebol não estarão imunes das eventuais consequências económicas devido à situação atual que vivemos, até porque, sublinha, grande parte das receitas vem das transmissões televisivas.

“As empresas podem entrar em recessão direta ou indireta. Pode haver uma preocupação no imediato para recuperar algumas perdas de faturação e paragem. As pessoas têm de se preparar para um outro cenário, porque as televisões poderão ter alguma dificuldade em cumprir os contratos”, remata Francisco Chaló.

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