24 Set
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Desporto

Mais um espanhol a caminho de Tondela

por Redação

07 de Agosto de 2020, 10:35

Foto D.R.

CLIPS ÁUDIO

Um técnico espanhol está apontado para suceder a Natxo González no comando técnico do Tondela. Trata-se de Pako Ayestarán, de 57 anos.

Natxo saiu do clube do Estádio João Cardoso, num anúncio feito na quarta-feira (5 de agosto) pela SAD, após cumprir uma época a orientar a equipa beirã. Tinha mais um ano de contrato pela frente, mas acabou por chegar a acordo para cessar o vínculo.

Pako Ayestarán tem no currículo uma experiência na Primeira Liga, tendo integrado a equipa técnica do Benfica quando o clube da Luz era orientado por Quique Flores na época 2008/2009. Também já foi treinador-adjunto de Rafael Benítez no Liverpool, de Inglaterra, e também no Valência, de Espanha. Entretanto, lançou-se como treinador principal, tendo várias passagens pelo México (na última época esteve no Pachuca), além de uma passagem pelo Valencia em 2016.

O Jornal do Centro falou com o comentador desportivo Carlos Agostinho, que considera que o novo treinador do Tondela tem de estar “dentro da linha de muitos que por lá já passaram”.

“Tem de saber lidar com uma equipa que costuma sofrer, com um orçamento naturalmente baixo comparado com outros, e com um clube que vai para a sexta época consecutiva na Primeira Liga mas que, em quase todas, teve grandes dificuldades e lutou até à última jornada para garantir a manutenção. Tem de saber lidar com a pressão de ter de ganhar jogos para garantir a permanência, melhorar o desempenho da equipa em casa e conhecer o campeonato”, explica.

O Jornal do Centro sabe que o nome de Ricardo Chéu também pode estar no lote de possíveis soluções para o lugar de treinador do Tondela. Carlos Agostinho admite que o português tem qualidade e encaixa no perfil que a equipa beirã precisa.

“É um treinador que já esteve noutros campeonatos, como a Segunda Liga. Conhece bem o Tondela porque já esteve no Académico de Viseu. Experiência de Primeira Liga tem muita como adjunto e uma breve passagem no Penafiel há três ou quatro anos, que não correu bem. Mas acho que ele encaixa no perfil do Tondela. A aposta é num treinador de carreira e com qualidade”, afirma.

Ricardo Chéu já manifestou ao Jornal do Centro o desejo de treinar uma equipa da Primeira Liga. O treinador português está livre depois de ter abandonado, na última época, o campeonato da Eslováquia (onde orientou o Spartak Trnava) e chegou a ser apontado como sucessor de Rui Borges no Académico de Viseu.

Mas, à semelhança do que aconteceu com Natxo González, a escolha da SAD do Tondela pode novamente recair num treinador espanhol. Carlos Agostinho admite que os investidores têm bastante peso nas decisões e que, por isso, pode ser novamente um técnico espanhol a assumir o comando técnico.

“Eu não tenho nada contra treinadores estrangeiros, porque os portugueses também vão para o mundo. Temos provado que a maioria dos treinadores portugueses têm demonstrado muita qualidade e feito um grande trabalho. Penso que há potencial em Portugal e técnicos com muita qualidade que estão no país, são portugueses e têm capacidade para treinar o Tondela, mas a SAD pode querer outro tipo de aposta como aconteceu na época passada. Temos de respeitar e saber acolher”, remata.

O Tondela deixou a garantia de que em breve iria anunciar o novo técnico. Entretanto, o clube anunciou no seu site oficial a renovação de Luís Agostinho como diretor desportivo por mais uma época, preparando já a próxima temporada dos beirões.

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