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Treinador do Viseu 2001 insiste na saída

Viseu 2001, Paulo Fernandes, treinador, saída
 

Paulo Fernandes

Treinador do Viseu 2001


 

Paulo Fernandes diz que houve mais razões que pesaram na decisão de sair


 

Paulo Fernandes deixa duras críticas à direção do Viseu 2001


 

Pedro Almeida

Presidente do Viseu 2001


 

Pedro Almeida diz que o futsal mereceu todas as atenções do clube


 

António Loureiro

Presidente do Lusitano de Vildemoinhos


11-07-2018
 

O treinador Paulo Fernandes, que levou o Viseu 2001 até à Primeira Divisão de futsal, continua irredutível na decisão de sair do clube. O técnico garantiu ao Jornal do Centro que já fez as malas para deixar Viseu e apontou responsabilidades à direção do clube, quanto à situação que os viseenses estão a passar neste momento.

“A minha decisão mantém-se. Inclusive já arrumei as minhas coisas. A direção do futsal sabe qual é o meu entendimento sobre esta situação. Neste momento, a bola está do lado da direção do clube e a partir daí vou esperar que me digam alguma coisa, se é que vão dizer”, assegurou Paulo Fernandes.

O treinador adiantou ainda que, além da questão financeira, existem mais motivações por detrás da decisão em querer sair do Viseu 2001. Diz estar “magoado” e “triste” com a direção do clube, liderada por Pedro Almeida. “Não é só a questão financeira. Eu quando vim para o Viseu vim pelo projeto e não pelo dinheiro. [A saída] Prende-se com mais coisas, de foro institucional acima de tudo. Estou muito magoado, muito triste, com o clube em si, não com o futsal”, desabafa.

O técnico diz ainda estar preocupado com toda esta situação. “ Sinto que o Viseu 2001 clube tem uma equipa profissional pessoas que vivem do futsal, com filhos. Há situações muito difíceis de alguns atletas. Estes jogadores não são de Viseu, vieram ajudar o clube a atingir os objetivos, o sonho, da direção e aquilo o que sinto é que puseram o futsal de parte”, lamentou.

Paulo Fernandes disse ainda que até agora não foi contactado pela direção do clube. “Depois da minha tomada de posição ainda não houve ninguém da direção que chegasse ao pé de mim a perguntar o que é que se pode fazer ou o que é que não se pode fazer. A partir daqui, está tudo dito”, afirma

O técnico lamentou o “desagradecimento” que a direção teve para com treinador e jogadores. “Como isto é um clube ‘suis generis’, as modalidades são independentes. O que eu acho é que há uma grande dose de desagradecimento por tudo aquilo que foi feito, pelo que o clube conseguiu. Agora que o objetivo está cumprido há outras valores que se levantam para alguns elementos da direção que não os interesses daqueles que honraram e querem continuar a honrar Viseu e os viseenses. Só mandar discurso e opinar não se chega a lado nenhum”, afirmou acrescentando que nunca viu situação semelhante ao longo da sua carreira.

Presidente diz que Paulo Fernandes não ficou zangado com direção
Em resposta, Pedro Almeida disse não entender as declarações de Paulo Fernandes e afirmou mesmo que o treinador nunca demonstrou estar descontente junto dos dirigentes do clube.

O presidente acredita que as palavras do técnico vêm num contexto de tristeza e frustração perante tudo o que está a acontecer e a perspetiva da próxima época, tendo em conta o planeamento realizado pelo Viseu 2001 a nível das contratações, da organização e da logística.

“Foram situações provocadas por uma expectativa que foi criada e não foi correspondida mas que não têm diretamente a ver com a direção. Fico admirado que o mister Paulo Fernandes possa ter pensado tal conta e nunca ter dito nada. Acredito ter sido um desabafo. Se realmente pensasse e sentisse tal coisa, acredito que, conhecendo o mister, ele teria pegado no telefone e teria dito isso diretamente às pessoas”, disse.

Pedro Almeida disse ainda que se há secção que não se pode queixar é a de futsal. “Se alguém terá motivos de queixa são certamente as outras secções. Porque ultimamente temos dado muito mais atenção, até pelo fruto das circunstâncias não só por esta situação mas também por tudo o que representou a fase final, a fase de campeão. Tudo isto representou um foco muito maior na equipa sénior”, rematou.

Além de Paulo Fernandes, o Viseu 2001 também viu ir embora o fixo/ala Daniel, que já tinha confirmado presença na próxima época mas que acabou por se desvincular do clube.

Lusitano não quer polémica
O Jornal do Centro também ouviu o Lusitano, clube que tem sido visado pelo Viseu 2001 ao longo do processo que o mantém em rota de colisão com a Câmara local. Os responsáveis pela secção de futsal exigem que o emblema tenha o mesmo tratamento financeiro que a autarquia presta à formação trambela, que compete no Campeonato de Portugal, terceiro escalão de futebol nacional.

Em resposta às declarações dos dirigentes, o presidente do Lusitano, António Loureiro, disse que não quer alimentar polémicas e pede respeito pelo emblema que lidera.“Tudo o que temos que esclarecer e debater é com a autarquia, não vamos para os órgãos de comunicação fazer comparações descabidas”, afirma considerando a situação lamentável. “Acho que devia haver um bocadinho de respeito”, conclui António Loureiro.





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