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Conselho de Viriato diz que afinal praxes são online para os caloiros do IPV

por Redação

30 de setembro de 2020, 11:10

Foto D.R./Pedro Ferreira

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O Conselho de Viriato (CV) volta atrás com a decisão de prosseguir com as praxes no Instituto Politécnico de Viseu (IPV), que levantou polémica na comunidade académica viseense em altura de pandemia.

O órgão que regula a praxe na instituição de ensino superior decidiu, agora, que estas atividades vão ser apenas virtuais, pelo menos neste arranque das aulas, face à pandemia da Covid-19 e ao aumento do número de casos positivos em Viseu.

O Conselho de Viriato tinha decidido anteriormente que as atividades com os caloiros iam ser presenciais e virtuais neste novo ano letivo. Contudo, a presidência do IPV decidiu na última terça-feira (30 de setembro) proibir as praxes dentro e fora das instalações da instituição e ameaçou os alunos que participassem neste tipo de atividades e usassem os símbolos do Politécnico com processos disciplinares.

Face a isto, o Conselho de Viriato decidiu que, numa fase inicial, as praxes “apenas se iriam realizar online” e que, no prazo de 15 dias, seria reavaliada a situação. O órgão também deixou críticas no comunicado publicado nas redes sociais.

“A agitação instaurada nas instituições, nos meios de comunicação social e plataformas online apenas demonstra a incapacidade e falta de diálogo dos mesmos para com o órgão responsável, pois em momento algum, afirmámos que as praxes iriam arrancar sendo presenciais. Estas medidas estão sempre sujeitas a correções e o Conselho de Viriato não hesitará em fazê-las a qualquer momento que ache oportuno”, sublinha o CV, que garante estar disponível para dialogar e colaborar com a direção do IPV “no que for necessário durante este ano letivo”.

O órgão refere, ainda, que todos os envolvidos nas praxes serão agentes e promotores de saúde pública, “transmitindo e fazendo cumprir todas as normas e recomendações necessárias para que todos possamos superar esta pandemia”.

O CV lamenta também que a presidência do IPV tenha uma visão “desfasada” da praxe académica, lembrando que têm sido realizadas atividades solidárias, e frisa que tinham sido tomadas medidas de segurança como o distanciamento social, o controlo dos sintomas face ao novo coronavírus, a desinfeção periódica e o uso obrigatório de máscara e que tudo está a ser feito para ser assegurada “a máxima segurança” e o cumprimento das normas sanitárias.

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