01 out
Viseu

GERAL

Alfa/Investigação: Veículo de Conservação de Catenária passou sinal vermelho

por Redação

01 de agosto de 2020, 12:24

Foto Arquivo Jornal do Centro

CLIPS ÁUDIO

O Veículo de Conservação de Catenária (VCC), que foi abalroado na sexta-feira pelo comboio Alfa Pendular, em Soure, distrito de Coimbra, passou um sinal vermelho e entrou na Linha do Norte, refere hoje o organismo responsável pela investigação.

Segundo uma Nota Informativa do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF), a que a agência Lusa teve acesso, o VCC “do gestor da infraestrutura tinha marcha estabelecida para a sua deslocação entre o Entroncamento e Mangualde”, era tripulado por dois trabalhadores (as duas vítimas mortais, naturais de Mangualde e Vouzela) e “não iria realizar quaisquer trabalhos no decurso da sua viagem”.

Pelas 15:12, explica o GPIAAF, o VCC parou na via de resguardo da estação de Soure a aguardar pela passagem do Alfa Pendular mas, alguns momentos depois, “por razões, que neste momento estão indeterminadas e que serão aprofundadas no decurso da investigação, o VCC reinicia a sua marcha, ultrapassando o sinal que se mantinha com aspeto vermelho”.

A circulação na linha ferroviária do Norte continua interrompida nos dois sentidos.

Fonte da Infraestruturas de Portugal (IP) refere que a limpeza da linha e a remoção do material circulante, em particular do Alfa Pendular e da máquina de trabalho com a qual colidiu, “são trabalhos muito demorados”.

O descarrilamento de um comboio Alfa Pendular, no concelho de Soure, distrito de Coimbra, com 212 passageiros, fez na sexta-feira dois mortos, um do conselho de Mangualde e outro do concelho de Vouzela, e 43 feridos, sete dos quais graves.

O comboio seguia no sentido sul - norte com destino a Braga e o descarrilamento ocorreu após o embate entre o Alfa Pendular e uma máquina de trabalho, perto da vila de Soure, junto à localidade de Matas.

As duas vítimas mortais eram os únicos ocupantes da máquina da Infraestruturas de Portugal, de acordo com o comandante distrital de operações de Coimbra, Carlos Luís Tavares.

O Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) anunciou, entretanto, que vai investigar as causas do acidente.

Questionada sobre se a linha ficou danificada na sequência do acidente, a Infraestruturas de Portugal disse ainda não ser possível dizer em concreto, mas “é certo que há danos avultados”.

Fonte da IP também esclareceu que a máquina de trabalho que esteve envolvida no acidente não estava a fazer “qualquer reparação na via” no momento do embate e que o veículo se estava a dirigir para “as instalações de manutenção” em Nelas, no distrito de Viseu.

Também no seu ‘site’, a IP informa ter já iniciado uma investigação interna ao acidente e que “está a colaborar” com o GPIAAF “no apuramento das causas e responsabilidades, e agirá em conformidade com as suas conclusões”, apresentando condolências às famílias dos trabalhadores que morreram.

Ouça e trabalhe ao mesmo tempo

Destaques

Podcasts