27 out
Viseu

GERAL

Crime em Santo Estêvão: MP pede 16 anos de cadeia para jovem que matou prima

por Redação

03 de setembro de 2020, 19:48

Foto Arquivo Jornal do Centro

CLIPS ÁUDIO

O Ministério Público pediu 16 anos de cadeia para o jovem que matou a prima em Santo Estêvão, Viseu. A procuradora disse que o crime é o de homicídio simples, uma vez que ao arguido foi lhe reconhecida a imputabilidade. Já a defesa diz que não foi o réu que cometeu o crime, mas sim a doença que o atingiu: um surto psicótico.

O caso ocorreu em maio de 2019. O jovem, com 21 anos, esfaqueou a prima (Elsa Cristina) e o companheiro dela (Paulo Catarino) que ficou gravemente ferido.

Nas alegações finais que foram lidas nesta tarde de quinta-feira no Tribunal de Viseu, o Ministério Público disse que ficou provado e sem qualquer dúvida que foi o jovem o autor do crime, prova que acabou por ser dada pelo telefonema que Paulo Catarino efetuou para o 112 durante o ataque. Ouviu-se, por exemplo, a vítima a dizer “já me deu uma faca”. “Não obstante as incongruências” - durante o julgamento foi levantada a dúvida do papel de Paulo Catarino - “a prova é cabal e não há qualquer dúvida”, reforçou a procuradora.

Já o advogado de defesa abriu o seu discurso a dizer que o jovem, atualmente internado num hospital psiquiátrico, “não merece ser castigado”. Quanto muito, frisou, “pode-se aplicar a medida de segurança mínima de três anos de internamento”. “O mal esta feito, não acrescentemos mais um mal desnecessário”, alegou, sustentando que “o único culpado nesta tragédia” é a doença. “Concluísse que o agente involuntário dos golpes foi efetivamente o Zé Pedro. Mas só a justiça divina poderá perceber o que se passou naquele dia. O Zé não deixou de ser um miúdo doce que merece confiança e que foi afetado por um surto”, reforçou.
A este processo foi também chamado o Centro Hospitalar Tondela Viseu, onde o arguido esteve internado no Hospital Psiquiátrico e de onde fugiu antes de matar a prima. A família da vítima exige uma indemnização. O advogado alegou que o risco da tragédia foi potenciada pela fuga de um espaço que não cumpriu com o seu próprio protocolo de segurança.
A sentença é lida a 14 de setembro.

O arguido foi considerado “inimputável” pelo Instituto de Medicina Legal e encontra-se internado no hospital psiquiátrico Sobral Cid, em Coimbra, tendo sido dispensado de assistir ao julgamento.

 

 

Ouça e trabalhe ao mesmo tempo

Destaques

Podcasts