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Incêndio em Associação de Vila Nova da Rainha continua a ser investigado

por Redação

13 de Janeiro de 2020, 14:01

Foto Arquivo Jornal do Centro

Faz hoje dois anos que morreram 11 pessoas no espaço

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A Associação de Vila Nova da Rainha, em Tondela, encontra-se, ainda, de portas fechadas. Após dois anos do incêndio que levou à morte de 11 pessoas que participavam num torneio de sueca, fala-se agora acerca da construção de uma nova coletividade.

Segundo Jorge Dias, presidente da Associação de Vila Nova da Rainha, "há uma hipótese de se fazer uma associação conjunta com Gandara e Vila Nova da Rainha". "Vai nascer entre as duas povoações. Estamos a ponderar. Gandara ficou queimada nos incêndios de outubro de 2017 e está sem associação", explica. 

O nome poderá ser alterado, mas ainda estão "a estudar" o que deve ser feito. Primeiro, é preciso decidir o tamanho necessário para o espaço, por exemplo.

O projeto para construir um novo espaço, tem já o apoio de toda a população e comunidade. "É sempre necessário [existir uma associação] e faz falta nas aldeias, ate para se encontrarem porque há muita gente que passa meses sem se ver", justifica Jorge Dias.

Após meio ano do incêndio, a Câmara Municipal de Tondela avançou com um plano para melhorar a segurança das sedes das coletividades do concelho. No entanto, a iniciativa ainda está por concluir. "Fizemos protocolos com 74 associações para fazer intervenção e garantir as condições de segurança contra incêndios nesses edifícios. Ao fim deste tempo temos 51 desses processos concluídos. Faltam-nos 23 para concluir porque, de facto, estes processos são complexos e diferentes. Há associações que construíram os edifícios em terrenos baldios e que não estão legalizadas, fizeram acrescentos sem nenhum tipo de projeto ou licenciamento... portanto, a Câmara aporveitou para garantir, não só as condições de segurança, mas para fazer o licenciamento de todos os processos", sustenta Miguel Torres, vereador da autarquia.

O autarca espera ter esta operação concluída até ao final do primeiro semestre do ano. "É um processo que considero uma aprendizagem para nós todos. Aliás, temos partilhado com o CDOS de Viseu e outras estruturas que a nossa intenção no final do processo é fazer um pequeno resumo histórico do que foi a complexidade deste processo que outros municípios que, eventualmente, possam pensar em fazer iniciativas como esta aprendam a partir da nossa experiência que lhes facilite o processo. É uma responsabilidade muito grande nossa em defesa de umt ecido associativo que pretendemos que seja seguro, coeso e com capacidade de inciativa sem a precoupação de estar a pensar se tem ou não as condições de segurança criadas", afirma.

O incêndio na Associação de Vila Nova da Rainha ocorreu na noite de 13 de janeiro de 2018.

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