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Tondela: professores queixam-se de quebra de rendimentos. Câmara passou gestão das AEC para empresa privada

por Redação

30 de setembro de 2020, 18:27

Foto Arquivo Jornal do Centro

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Os professores das atividades extracurriculares (AEC) em Tondela sentem-se injustiçados por o município ter transferido a gestão para uma instituição de solidariedade social. Dizem que estão a perder rendimentos e queixam-se de não terem sido devidamente esclarecidos. Na tarde desta quarta-feira, cerca de 15 docentes concentraram-se frente à Câmara para obterem respostas. Afirmam que a situação ainda é “mais precária” da que já têm por ainda não estarem integrados.

Daniel Fernandes fez as contas e diz que, por exemplo, quem antes recebia 500 euros, agora, com o novo protocolo e com os valores que lhes foram apresentados, aquilo que levam para casa será “menos que 400 euros”. Já outro colega, que há 14 anos anda de contrato em contrato, fala numa perda anual de dois mil euros. Tudo porque o valor da hora até aumentou três cêntimos, mas os professores sustentam que deixou de ser pago, como até então era feito, o subsídio de natal, de férias e a indemnização pelo fim de contrato ao fim de nove anos.

“Não temos uma justificação, mas com este protocolo com a empresa, o município vai poupar 30 mil euros”, sublinha, ainda, Daniela Fernandes.

Já Isabel Lopes lamenta que as regras do jogo tenham sido dadas a conhecer, já quando se encontravam a trabalhar. “Esta foi uma notícia que recebemos quando já estávamos a trabalhar há duas semanas. Contas feitas, vamos ter um corte em cerca de 20 por cento”, desabafa. Na opinião da professora, cabe agora à autarquia negociar com a IPSS que ficou com a gestão da atividades extracurriculares. A colega Catarina Almeida sente que foi enganada pela autarquia de Tondela.

Em comunicado, o município confirma que foi feito um protocolo com a instituiçaõ Tempos Brilhantes, uma IPSS, que é também responsável pela gestão das AEC de mais de 80 municípios. “Para salvaguarda dos professores destas AEC, o Município solicitou que esta IPSS se comprometesse a cumprir um conjunto de requisitos que até então vinham sendo praticados. Assim, esta IPSS compromete-se a pagar aos professores o valor/hora de acordo com a Lei (10,61€), para além de manter os mesmos professores por uma questão de continuidade pedagógica, bem como respeitar a escolha das áreas a administrar, mediante proposta dos professores titulares, do Conselho Pedagógico e aprovadas pelo do Conselho Geral”, lê-se no comunicado que termina a dizer que o executivo “estará disponível a reavaliar alguns dos aspetos mencionados pelos professores”.

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