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Série Especial da Adega Cooperativa de Penalva do Castelo começou a ser preparada há cinco anos

por Redação

22 de novembro de 2020, 08:00

Foto Arquivo Jornal do Centro

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A Adega Cooperativa de Penalva do Castelo lançou uma série especial que começou a ser preparada na vindima de 2015. Um projeto que revela ser possível fazer um “trabalho singular” numa adega, criando um conjunto de vinhos com uma “identidade distinta das tendências dominantes e que permitem descobrir a riqueza de uma região, com castas esquecidas e vinhos diferentes”, como refere a direção desta Cooperativa.

Dizem os especialistas que os vinhos de Penalva do Castelo são já famosos desde o século XIV. A “culpa” é do clima – as noites frescas durante a estação quente permitem a maturação das uvas com grande equilíbrio e frescura - assim como dos solos de origem granítica e da elevada altitude (vinhas entre os 450 e os 700 metros de altitude). É por isso que “os brancos desta zona conseguem ser memoráveis”.

Esta Série Especial vem lembrar que o Dão não é uniforme em castas e em estilos e que a região não pode ser resumida ao Encruzado, à Touriga Nacional, ao Alfrocheiro, ao Jean e à Tinta Roriz. Existe a Baga, o Cercial-Branco, a Bical, a Tinta Pinheira e muitas mais.

“Os vinhos da Série Especial são produzidos apenas quando o ano é excelente para a casta, e em pequenas quantidades. As vinhas que originam cada vinho são sempre as mesmas desde o início. Por ter nascido numa Adega Cooperativa, o projecto não tem pressões comerciais, o que permite trabalhar com enorme liberdade. Os vinhos da Série Especial são vinhos especialmente desenhados para a mesa da refeição”, salientam os enólogos responsáveis pelos vinhos selecionados.

A Adega Cooperativa de Penalva do Castelo é o maior produtor da região, embora não o maior engarrafador, com a maior área de vinha e com castas que só se encontram nas vinhas antigas, como a Trincadeira, o Tinto Cão, o Bastardo, o Alvarelhão, a Baga, a Camarate, o Cornifesto, o Marufo e a Tinta Carvalha; ou as variedades brancas como a Uva Cão, a Tamarez, a Malvasia Rei, o Luzidio, a Jampal, a Esganoso ou o Arinto do Interior.

 

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