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Almeida Henriques confirma MUV com novos horários a partir de segunda-feira

 

Almeida Henriques confirma que vai haver novos horários no MUV


 

Almeida Henriques critica o comportamento de alguns motoristas do MUV


 

Hélder Borges

Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal


11-04-2019
 

O presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, anunciou esta quinta-feira (11 de abril) que, a partir da próxima segunda-feira (dia 15), haverá alterações nos horários de alguns autocarros do novo sistema de transportes urbanos do concelho, de forma a corrigir alguns problemas que foram detetados.

O sistema Mobilidade Urbana de Viseu (MUV) arrancou no passado dia 2, motivando críticas de utentes relativamente aos horários.

“Na segunda-feira teremos novos horários que resultarão de algumas correções que serão feitas. Estou em crer que são horários que vão ao encontro daquilo que eram algumas reivindicações”, disse Almeida Henriques aos jornalistas.

Segundo o autarca, as alterações aos horários têm a ver com o facto de se ter verificado no terreno “que não estavam devidamente adequados aos transportes escolares” e que, noutros casos, também era necessário fazer alguns ajustamentos.

“O papel da autarquia enquanto autoridade municipal de transportes é dizer ao concessionário (a empresa Berrelhas): ‘Altere este horário ou altere aquele’”, frisou.

Almeida Henriques considerou que “é preciso que os cidadãos se vão habituando à lógica de conciliarem a linha que vem da freguesia com a ligação que têm dentro da cidade”, através das linhas urbanas C1 e C2, que “estão estáveis” e que têm tido “muito procura”.

O autarca espera ainda que os motoristas e a Berrelhas “se entendam rapidamente” relativamente aos horários de trabalho, para que todos fiquem “a remar no mesmo sentido”.

“Houve realmente um desfasamento inicial de horários, que se corrige. Mas também é necessário que os motoristas dos autocarros sejam todos eles parte da solução e pessoas empenhadas em trazer informação, porque às vezes o que falta é informação”, realçou.

Almeida Henriques disse que a Berrelhas ganhou a concessão do MUV, “mas agora o que se espera é que, para além da qualidade dos autocarros e de todo o serviço, haja também qualidade no atendimento”.

O presidente da Câmara de Viseu criticou ainda o comportamento de alguns motoristas do MUV, acusando-os mesmo de prestarem um mau serviço às populações.

“Espero que os condutores sejam pessoas cordatas e corretas, porque tenho registos de falta de correção por parte de alguns deles. Isto não pode acontecer. Quando um cidadão entra no autocarro, espera que seja tratado com cordialidade e ter da parte do motorista a informação. Se nesta fase há alterações, essas pessoas têm de estar disponíveis para darem essas alterações”, considera.

O presidente da Câmara afirma ainda que “não fica bem” haver motoristas mal-humorados.

Ouvido pelo Jornal do Centro, o sindicalista Hélder Borges, do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal, lamenta as críticas e acusa Almeida Henriques de faltar ao respeito aos condutores dos autocarros.

“O senhor presidente da Câmara devia analisar como é que se funciona em terreno e ver como os munícipes e os utentes estão a reagir a estes horários, e só depois devia fazer os comentários. Deveria ver a carga horária que está em cima dos trabalhadores, os salários que não servem e o que lhes é imposto, e toda essa conjuntura leva a uma insatisfação dos trabalhadores, com alguma razão”, defende.

Hélder Borges diz ainda que os motoristas “estão a fazer o sacrifício de pôr o serviço da melhor maneira, mas é impossível andar de uma em uma hora”.





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