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Associação de Vila Nova da Rainha define futuro após explosão de janeiro

Tondela, Vila Nova de Rainha, associação, incêndio
 

Jorge Dias

Presidente da Associação de Vila Nova de Rainha


12-07-2018
 

O presidente da Associação Cultural, Recreativa e Humanitária de Vila Nova da Rainha, em Tondela, disse esta quinta-feira (12 de julho) que a direção vai reunir-se para decidir o rumo da coletividade e que vai “limpar de imediato” a sede.

“Ainda não fizemos nada, ainda não voltámos a abrir, porque o edifício esteve apreendido até há uns dias e devem estar ainda em investigações, porque a Polícia Judiciária só disponibilizou o edifício há poucos dias. Agora, vamos ver se vamos proceder à limpeza e depois vamos ver o que se vai fazer”, anunciou Jorge Dias.

O dirigente considera ainda que é necessário superar psicologicamente os problemas causados com a situação desencadeada em 13 de fevereiro e fazer calmamente os procedimentos, para que a associação volte a funcionar “como antigamente”.

Na sexta-feira (13 de julho) faz seis meses que se terá dado uma explosão, seguida de incêndio, no andar de cima da sede da Associação Cultural, Recreativa e Humanitária de Vila Nova da Rainha, no concelho de Tondela, onde decorria um jantar. Nesse dia registaram-se oito mortos e 38 feridos, entre graves e ligeiros, tendo o número de mortes aumentado para 11 nos dias seguintes.

O presidente revelou que regressou, por estes dias, ao edifício, depois de o “receber” das mãos da PJ mas, admitiu que “ainda não” foi à parte de cima, onde tudo aconteceu. “Ainda não consegui. Para já vamos tentar limpar aquilo para não estar ali aquele mau aspeto como tem estado e depois, ponderadamente, vamos ver o que vamos fazer”, explicou.

Jorge Dias desconhece se houve ou não algum tipo de apoio financeiro às famílias das vítimas, mas acredita “enquanto não houver uma decisão do Ministério Público não irá haver”, apesar de admitir que desconhece o processo.

A certeza que apresenta é a de que, seis meses após a tragédia, “os feridos estão todos em casa” e a associação “deixou de ser procurada para pedidos de ajuda, como aconteceu no início, nas primeiras semanas” após o incêndio.





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