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Autarcas juntos na reivindicação de obras urgentes no IP3

IP3, obras, acidentes
 

Almeida Henriques, presidente da Câmara de Viseu

Exige um novo IP3 com reivindicações na sua via


12-01-2018
 

O presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, exige uma reunião com o ministro das Infraestruturas para discutir a questão do IP3, que liga a cidade a Coimbra. O pedido será feito em conjunto com o presidente da autarquia coimbrense, Manuel Machado.

Em declarações aos jornalistas, Almeida Henriques defende que, sem a ligação em autoestrada entre as duas regiões, é urgente a requalificação do IP3.

“Sabemos que a ligação Viseu-Coimbra vai demorar algum tempo a fazer. Não entendemos porque é que as Infraestruturas de Portugal não apostam na colocação de um novo tapete no IP3. Passamos por lá todos os dias e sabemos que num dia de nevoeiro, é quase impossível sabermos onde estamos”, afirma o autarca, acrescentando que, se nada for feito na via, o IP3 está “condenado ao abandono”.

O pedido de reunião acontece numa altura em que os autarcas da região voltaram a manifestar-se por uma requalificação “urgente” deste itinerário depois dos acidentes mortais que ocorreram nesta via nos últimos dias de 2017.

O presidente da Câmara Municipal de Mortágua, Júlio Norte, por exemplo, duvida que a futura autoestrada possa ser construída nos próximos cinco a seis anos e, por isso, defende que é necessário avançar, em definitivo, para uma intervenção de requalificação do IP3 e pede aos autarcas, nomeadamente os de Viseu e Coimbra, que estejam unidos nesta reivindicação. “Já lá vai o tempo em que cada um pensava em si. Não podemos ser pequeninos, esse tempo já foi. Agora temos de pensar no âmbito da região e se não fizermos isso é mais um investimento que vai ficar adiado”, apela.

Júlio Norte recorda que o estado de degradação do IP3 “está bem à vista e por consequência aumenta o risco de acidentes rodoviários”. “É a vida e a integridade física das pessoas que está em causa, e não podemos ficar calados ou parados a assistir a tragédias. Temos o dever de alertar e de exigir que se previna a possibilidade de ocorrência de acidentes, reduzindo os fatores de risco relacionados com o mau estado da via”, referiu.

Declarações que vão de encontro ao que o presidente da Câmara de Tondela, José António Jesus, já tinha pedido logo a seguir aos acidentes. O autarca defendeu a colocação de separadores centrais e a duplicação de alguns troços do IP3.

“Se o país não tem os recursos esperados para uma intervenção de outra natureza, é justo e racional que se assuma uma intervenção faseada, de forma que se vão solucionando aquelas que são as áreas de maior constrangimento e maior sinistralidade”, defendeu. Na opinião de José António Jesus, é tempo de passar “de intenção a concretização”, reunindo “as diferentes sensibilidades políticas, para que se vá requalificando de forma sequencial, começando pelas zonas mais criticas”.

Há alguns meses o Governo anunciou o lançamento de várias intervenções de beneficiação nalguns pontos do IP3, a nível de reforço do pavimento e consolidação de taludes. Júlio Norte considera que estas intervenções “cirúrgicas” são importantes e necessárias, mas não resolvem os problemas de fundo e reforçam a necessidade de se concretizar o projeto da tão reclamada autoestrada entre Viseu e Coimbra.





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