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Autarcas pedem reunião urgente com o Governo sobre o IP3

 

Rogério Abrantes

Presidente da Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões


 

João Cotta

Presidente do Conselho Empresarial da Região de Viseu


18-06-2019
 

Os autarcas da Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões pedem uma reunião com caráter de urgência ao ministro das Infraestruturas para serem esclarecidos sobre os prazos da obra de requalificação do IP3.

O presidente da CIM, Rogério Abrantes, diz ao Jornal do Centro que o tempo prometido para a conclusão do projeto passou de seis a sete meses para dois anos, uma alteração que, afirma, não agrada aos autarcas.

Numa reunião entre CIM e a Infraestruturas de Portugal, os autarcas foram informados de que o projeto da requalificação seria apresentado no terceiro trimestre de 2021 o que, segundo Rogério Abrantes, vai fazer com que as obras se iniciem "lá para 2023". "Não foi isto o que nos prometeram", realçou o também presidente da Câmara de Carregal do Sal. 

“A nossa intenção é que os prazos sejam o que nos prometeram. Para já, o que é urgente é a reunião com o ministro. Depois, a partir dos esclarecimentos que tivermos, podemos avançar com as atitudes que entendermos serem razoáveis”, refere.

Rogério Abrantes garante que os autarcas não vão baixar os braços e defende que o Governo deve queimar prazos. “Todos sabemos a situação do IP3 e isto está cada vez pior. Na melhor das hipóteses a obra vai iniciar em 2023 ou em 2024, e é isso o que não aceitamos nem concordamos”, lamenta.

"Fomos enganados"

Esta posição vai ao encontro dos responsáveis das associações empresariais da região de Viseu, que promoveram uma petição a exigir a requalificação urgente da via que liga Viseu a Coimbra com 20 mil assinaturas. O presidente do Conselho Empresarial da Região de Viseu, João Cotta, diz-se enganado pela tutela.

“O Governo assumiu que a obra estaria concluída em 2022 e que o projeto seria entregue em 2019, e as obras arrancariam no próximo ano. Agora, a Infraestruturas de Portugal informou a CIM de que o projeto só seria apresentado no terceiro trimestre de 2021, o que significa que, com os atrasos que estas obras implicam, só teremos o IP3 requalificado em 2027”, afirma.

João Cotta diz-se triste e desiludido com a situação, aguardando ainda que a reunião com o ministro Pedro Nuno Santos possa reverter o problema. “Isto é uma vergonha para a classe política e para todos nós e isto demonstra uma tremenda falta de respeito para a região e que nós não contamos para nada”, remata.





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