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Barragem de Fagilde com água para três meses

Fagilde, seca
03-01-2018
 

 

A albufeira da Barragem de Fagilde já está a meio da sua capacidade com a chuva que caiu nas últimas semanas. A Brarragem, recorde-se, atingiu nos últimos meses de 2017 mínimos historicamente baixos. A infraestrutura chegou a ter sete por cento de água, o que daria apenas para 20 dias de abastecimento aos 130 mil habitantes dos concelhos de Viseu, Mangualde, Nelas e Penalva do Castelo.

Com as chuvadas do final de ano e início de 2018, os níveis em Fagilde voltaram a subir. A meio da semana o equipamento encontrava-se a 52 por cento da capacidade máxima, o que na prática correspondia a 90 dias de abastecimento. “Estamos com 1,4 milhões de metros cúbicos de água, mas mesmo assim ainda temos um percurso longo para fazer porque a barragem tem uma capacidade de 2,8 milhões. Não há motivos para já estarmos descansados porque o caudal que o rio traz é de 100 mil metros cúbicos, mas o normal nesta altura do ano é que se tivesse que abrir as comportas por excesso de caudal e a verdade é que ainda só estamos com um pouco de metade da barragem cheia”, adianta o presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques.

Na opinião do autarca, não é por os níveis da barragem terem aumentado que a população deve deixar de poupar água. É também preciso não esquecer investimentos, tidos como estruturantes, como a construção da barragem da Maeira e de uma conduta a partir do rio Balsemão, obras que só avançarão com a ajuda de fundos comunitários.

Paralelamente a estes projetos, e para que a água não falte nos próximos dois anos, o município já adjudicou a instalação de novas comportas em Fagilde, uma intervenção que deverá estar pronta antes do verão e que permitirá armazenar mais 1,5 milhões de metros cúbicos de água. “Aquilo que seria normal é que pudéssemos chegar a maio, junho, com 4,3 milhões de metros cúbicos o que permitiria ter água armazenada para 8 a 9 meses”, revela Almeida Henriques.

 

Faturas da água já começaram a chegar

A seca fez com que o município fosse obrigado a contratar camiões cisterna para assegurar o abastecimento público. Na operação que arrancou em finais de outubro e terminou a 15 de dezembro, a autarquia investiu 600 mil euros, sendo que o Estado só financiou um terço dos gastos. As faturas da água que veio do Planalto Beirão e das Águas do Norte já começaram a chegar à Câmara, mas o montante final a pagar ainda não está contabilizado.

 





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