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Barragem de Fagilde com capacidade para reter mais 1,5 milhões de m3 de água

Viseu, Fagilde, barragem, Câmara
12-07-2018
 

O presidente da Câmara Municipal de Viseu anunciou esta quinta-feira (12 de julho) que a Barragem de Fagilde “tem agora capacidade para reter mais 1,5 milhões de m3” de água, o que “não impede de no futuro se construir uma nova barragem”.

“Dei orientações para que se fechem amanhã as ensecadeiras que já estavam prontas e esta intervenção vai permitir aumentar o volume de armazenamento da albufeira em 1,5 milhões de metros cúbicos de água. Passámos de 2,8 milhões de m3 para 4,3 milhões de m3 de armazenamento de água”, explicou aos jornalistas António Almeida Henriques.

No entender do autarca, “é um aumento significativo”, uma vez que, feitas as contas, “fazendo uma média de 20.000m3 por dia”, a capacidade de armazenamento da barragem “está a aumentar em quase três meses”.

A barragem de Fagilde é a principal fonte de abastecimento de água ao município de Viseu, sendo que 70% da água da albufeira é consumida no concelho de Viseu, 11,5% são consumidos por Mangualde, 15,5 por Nelas e 3% por Penalva do Castelo, os concelhos vizinhos, todos no distrito de Viseu.

“Há muito que temos vindo a reclamar junto das autoridades e foi preciso existir o problema gravíssimo que vivemos no verão passado para que essa autorização fosse dada e a verdade é que mesmo sem apoios a câmara avançou e a obra está concluída e como tal, neste momento, em que o rio Dão apresenta um caudal de 50.000m3 por dia, é o momento certo para se fecharem estas ensecadeiras no sentido de reter mais água”, explicou.

Uma empreitada, continuou o autarca, em que a autarquia investiu “cerca de 120.000 euros” para “revisão e manutenção das comportas e ensecadeiras e respetivos órgãos de acionamento e o fabrico de novas barras de suspensão e peças fixas”. E “é um passo” que “permite passar este verão com alguma tranquilidade”.

Obras que, no entender de Almeida Henriques, “não impedem nem substituem a necessidade de no futuro se construir uma nova barragem”, uma vez que esta “não é uma solução definitiva, é uma solução provisória que irá funcionar só nas épocas de estiagem”.

“Esta barragem continua a ser propriedade do governo central e não das autarquias, as autarquias estão a explorá-la do ponto de vista do consumo da água. Portanto, continuamos à espera que o governo nos diga como é que vai fazer, porque esta barragem, a nova barragem de Fagilde, é decisiva para o futuro”, precisou Almeida Henriques.





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