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Bolsa de terras para mais queijo Serra da Estrela

Edição de 16 de agosto de 2019
17-08-2019
 

A pensar na rentabilização dos terrenos do concelho mangualdense está a ser criada uma bolsa de terras. A entidade promotora é a Cooperativa dos Agricultores de Mangualde (COAPE) em parceria com a Câmara Municipal.

O projeto da bolsa de terras tem como finalidade “aumentar a superfície agrícola cultivada, o cultivo das terras que se encontram incultas, a criação de condições para o desenvolvimento da competitividade do setor da agricultura e pecuária através da potenciação dos recursos e condições naturais do concelho”. Outros objetivos passam por combater a desertificação e o abandono das terras agrícolas e a fixação de população nos meios rurais do concelho. A ideia do projeto surgiu no âmbito da produção dos queijos DOP (Denominação de Origem Protegida) da região Centro.

Segundo Rui Costa, presidente da COAPE, a finalidade do projeto é a de concentrar os terrenos “com aptidão para o pasto, numa plataforma informática que permita que investidores se lancem na atividade da pastorícia para a produção de leite da ovelha Serra da Estrela, a pensar no queijo DOP. O responsável adianta que o levantamento dos terrenos, sem qualquer atividade, está em curso mobilizando os proprietários para o arrendamento ou para a venda. “Estamos a sensibilizar os proprietários para que possam disponibilizar esses terrenos”, explica acrescentando que “já existe, no concelho de Mangualde, uma bolsa com cerca de 200 hectares”.

Terrenos que se podem juntar a outros adjacentes e que permitem o alargamento da bolsa de terras. No entanto, existem espaços que a COAPE não consegue identificar os proprietários, por falta de cadastro.

Para além da rentabilização dos terrenos, a bolsa também vai permitir manter os mesmos “mais limpos e acessíveis”. “Estamos a falar de terrenos, muitos deles ao abandono cheios de giestas e silvas, impenetráveis, e desta forma passam a ficar mais limpos e rentabilizados quer seja através da pastorícia ou até mesmo da reflorestação de espécies autóctones”, refere Rui Costa.





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