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Bombeiros de Mangualde vivem "crise de voluntariado"

Edição de 28 de junho de 2019
28-06-2019
 

Os Bombeiros Voluntários de Mangualde assinalam este sábado (29 de junho) o 90º aniversário em ambiente de festa. As comemorações arrancaram já no início do ano, mas o presidente da direção destaca dois momentos importantes nas celebrações. “No passado fim de semana tivemos um grandioso desfile de fanfarras e no dia 29 será o ponto alto dos festejos”, explicou.

À frente da direção dos bombeiros há 24 anos, João Soares elogia a “dedicação, o trabalho, a entrega e a luta pela defesa das pessoas e dos seus bens”. “Para mim, esta data é uma homenagem a todos os mangualdenses que por aqui passaram, quer nos órgãos sociais, quer no corpo ativo”, diz, emocionado.

As dificuldades de hoje não são as mesmas de quando ali entrou. “Além das financeiras, que são constantes, eu, pessoalmente, sinto dificuldade no recrutamento de voluntários”, apontando a falta de interesse como o principal fator e, “porventura, a falta de incentivos mais robustos”, explica, descontente. Também a disponibilidade não é a mesma que havia “há uns anos para as pessoas se dedicarem de alma e coração às causas nobres e justas, como são as dos bombeiros”.

João Soares vai mais longe e diz viver uma “crise de voluntariado, não dos que estão cá, que estão de alma e coração”.

Outra das grandes dificuldades é o tempo que os elementos que se propõem a ser bombeiros têm que percorrer. “Vai entre um ano e meio a dois, um período, para o dirigente, “muito longo, que desmotiva as pessoas”. “As associações de bombeiros tiveram necessidade de se profissionalizar mais. O voluntariado é imprescindível e não podemos, jamais, prescindir desta força. O grupo de pessoas profissionais são o complemento do voluntariado”, sustenta.

Homens em falta, mas meios nem por isso

O presidente da Associação Humanitária não hesita em dizer que o quartel “está dotado de todos os equipamentos de uma forma satisfatória”, apenas com a necessidade de adquirir uma viatura: um VUCI - Veículo Urbano de Combate a Incêndios, especialmente, urbanos e industriais, mas “infelizmente, não temos condições para a adquirir”. “Temos dois veículos deste tipo, um deles já com 40 anos que precisava de ir para o museu”, sublinha.

Festa no dia do padroeiro

As celebrações têm início com o hastear da bandeira, alvorada e salva de tiros, às 9h00, e depois segue-se uma cerimónia de entrega de diplomas comemorativos a todos os envolvidos na Associação.

Ao final da tarde os bombeiros vão abrir a porta do quartel a quatro novas viaturas. Quem faz questão de não faltar à festa é o secretário de Estado da Proteção Civil, Artur Neves





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