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Bombeiros de Penalva do Castelo exigem melhores condições

Edição de 14 de junho de 2019
16-06-2019
 

Numa altura em que a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Penalva do Castelo assinala os 70 anos de atividade (este domingo, 16 de junho), a direção da instituição reclama mais atenção por parte do Estado. O presidente, José Albuquerque, pede melhor remuneração para os bombeiros durante a fase crítica de incêndios, melhor seguro e incentivos ao voluntariado.

O responsável considera que os bombeiros, no geral, estão a atravessar “uma crise” de voluntariado por que, como diz, não é fácil segurar as pessoas nos bombeiros quer sejam operacionais ou até mesmo dirigentes. José Albuquerque refere que não vê um “futuro incerto” para os bombeiros, mas diz que “é necessário olhar para os bombeiros de outra forma”. O presidente dos bombeiros penalvenses dá o exemplo do voluntariado que, na sua opinião, merece mais atenção por parte do governo e autarquias.

“Só assim mais pessoas vão querer inscrever-se nos bombeiros e poder contribuir para a sociedade”, sustenta acrescentando que os voluntários precisam de sentir que o seu trabalho é reconhecido.

Por isso defende “regalias” para quem se dedicar ao voluntariado. O presidente dos Bombeiros de Penalva do Castelo queixa-se também do seguro dos voluntários. “Eu não consigo compreender que os nossos bombeiros tenham um seguro miserável”, refere o responsável. José Albuquerque explica que sempre que um operacional se magoa “é um problema para que possa receber alguma coisa que não envergonhe a instituição”.

“50 euros por 24 horas não é nada”

A poucos dias de começar mais uma época de verão os corpos de bombeiros contam com equipas de combate a incêndios (ECIN), em certos casos equipas de 12 horas e outras de 24 horas. Ora, o presidente da Associação Humanitária de Penalva do Castelo considera que o valor pago por 24 horas (50 euros) é “muito pouco”. “São medidas como esta que afasta as pessoas dos bombeiros”, conta. O responsável fala ainda das exigências que são feitas aos bombeiros no que diz respeito à formação, com a qual concorda, mas que depois não vê contrapartidas no reconhecimento pelo esforço dos operacionais.





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