A OUVIR 98.9 FM
           00:00:00 | 00:00:00        
      
  
 
        

Câmara de Mangualde baixa dívida para nove milhões de euros

 

João Azevedo

Presidente da Câmara de Mangualde


 

João Azevedo sublinha o esforço feito para reduzir o endividamento


 

Joaquim Messias

Vereador do PSD na Câmara de Mangualde


23-04-2019
 

A dívida global da Câmara de Mangualde ronda os nove milhões de euros, um valor que tem vindo a baixar nos últimos anos, diz a autarquia. Esta redução, que já vai no oitavo ano consecutivo, consta das últimas contas da Câmara, que tiveram luz verde do executivo municipal.

Ao Jornal do Centro, o presidente da Câmara, João Azevedo, não esconde a satisfação com os números e realça que, apesar da dívida diminuir, o investimento no concelho tem acontecido.

“Tivemos um aumento do investimento do capital na ordem de 1,5 milhões de euros e contraímos um empréstimo acima de um milhão de euros para reforçar obras cofinanciadas pelos fundos comunitários. No mesmo ano, conseguimos baixar a dívida e fazer contração de empréstimos. É uma realidade perfeita para as necessidades e os compromissos com os mangualdenses”, reitera.

O autarca lembra ainda outras medidas tomadas pela sua equipa, como a redução dos impostos municipais, e o facto de, sob a sua batuta, a Câmara de Mangualde ter visto um aumento do seu património. “O Município tem agora a capacidade de poder justificar perante a tutela as contas certas nos níveis certos”, acrescenta.

João Azevedo realça ainda o esforço que o executivo tem feito para baixar o valor da dívida, sublinhando que o trabalho foi feito com rigor.

“Reduzimos as despesas correntes e tivemos capacidade de buscar contratos-programa e fontes de financiamento para os nossos investimentos. Temos afinado a máquina da Câmara Municipal, porque se não fosse assim era impossível que um município continuasse a ter fôlego financeiro para fazer aquilo o que é sua obrigação. Conseguimos fazer um pouco de tudo para termos um concelho mais forte”, conclui.

PSD discorda

As contas de 2018 da autarquia de Mangualde foram aprovadas por maioria, com os votos contra do PSD. O vereador social-democrata, Joaquim Messias, justifica a votação com o facto de não concordar com algumas das opções tomadas pela maioria no orçamento municipal.

“Nas contas apresentadas, havia margem para se diminuir a enorme carga fiscal que os mangualdenses têm, nomeadamente a nível do IMI e das taxas. Também se verifica uma tendência para manter ou até para aumentar o valor previsto para os serviços especializados e externos”, sustenta.

Joaquim Messias acrescenta que não encontra justificação para o elevado número de pessoas que colaboram com a câmara mangualdense através da prestação de serviços, quando, diz, a própria autarquia deixou entrar nos seus quadros em 2018 vários funcionários precários que estavam na mesma condição.





  • 2002 - 2019 - Jornal do Centro é uma marca registada da Legenda Transparente, lda
  • Desenvolvido por: WLC.PT