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Câmara de Viseu retira dinheiro depositado na Caixa Geral de Depósitos

Caixa Geral de Depósitos, Viseu, Câmara, balcões
 

Almeida Henriques

Presidente da Câmara Municipal de Viseu


 

Almeida Henriques lamenta a decisão do encerramento das agências de Abraveses e Rua Formosa


12-07-2018
 

A Câmara de Viseu já retirou as contas bancárias que mantinha na Caixa Geral de Depósitos (CGD). A autarquia decidiu transferir no início desta semana todo o dinheiro depositado para outras instituições bancárias depois de o banco público ter encerrado os balcões da Rua Formosa e de Abraveses.

Em declarações exclusivas ao Jornal do Centro, o presidente Almeida Henriques diz que a autarquia teve de cancelar as contas face à persistência das medidas tomadas pela administração da CGD.

“Se a Caixa manteve teimosamente esta decisão, obviamente que a Câmara de Viseu não podia tomar outra atitude que não fosse esta. Eu dei instruções à contabilidade da autarquia para que colocassem em zero todas as contas que estavam na CGD. Assim aconteceu e também dei instruções para que, inclusive, as transferências dos impostos do Estado e da Direção-Geral da Administração Local passassem a serem distribuídas por outros bancos com que Viseu trabalha”, avança o autarca.

Apesar disso, Almeida Henriques garante que o município ainda vai manter uma outra conta na CGD, apenas para o caso de haver transações onde o Estado tenha de fazer transferências pelo banco.

Sobre os encerramentos em si, anunciados no início de junho no âmbito do último plano de reestruturação da instituição financeira, Almeida Henriques reafirma o seu ponto de vista. O autarca sente que “há aqui duas atividades que acho que são lamentáveis”.

“Por um lado, é a forma cega como a CGD, que é um banco público, tomou a decisão. Se fosse privado, nós podemos criticar mas tem o direito de fazer a opção que bem entender dentro das regras que são definidas pelo Banco de Portugal e pelos outros reguladores. Agora a Caixa é um bocadinho de todos nós”, afirma, sustentando a sua tese com o facto de a última recapitalização do banco ter sido financiado com o dinheiro dos contribuintes.

Almeida Henriques acusa ainda a Caixa de não dialogar com as autarquias, para discutir o fecho das dependências.

 





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