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Carmo'81 propõe reflexão sobre Solos&Solidão

Cultura, Carmo'81
30-04-2018
 

Cinco meses, cinco expressões artísticas. Esta é a proposta da Acrítica – Cooperativa Cultural (responsável pelo espaço Carmo'81) que apresentou estar tarde (30 de abril) o projeto cultural “Solos & Solidão”. Um ciclo de artes que decorre de maio a outubro. Leonor Keil, Filho da Mãe, Jaime Raposo, Afonso Cruz, Teatro do Oprimido, Palmilha Dentada e João Cosme são alguns dos nomes que estarão em Viseu. Trata-se de um encontro de artes que atravessa vários domínios desde o cinema, ao teatro, passando pelas artes plásticas, fotografia e música.

A programação apresenta uma série de perspectivas focadas nos custos/benefícios do isolamento humano.

Maio é o mês do cinema e, em parceria com o Cine Clube de Viseu, serão apresentados os filmes “Lucky”, de John Carroll Lynch (2017), “Nostalgia”, de Andrei Tarkovski (1983), “Alemanha, ano zero”, de Roberto Rossellini (1948), e “Colo”, de Teresa Villaverde (2017).

“Lucky” será o primeiro a ser exibido, a 08 de maio, abordando a história de um “velho ateu, solitário e rabugento de 90 anos”, que vive numa pequena cidade do Texas.

“Define muito do que nós sentimos que é o espírito destes ciclos. Este senhor tem uma vida de solidão, escolhida e procurada, entretanto começa a ver o fim da vida a chegar e já se sente sozinho e precisa de alguma companhia”, disse Nuno Rodrigues, diretor artístico do projeto.

Rodrigo Francisco, do Cine Clube de Viseu, frisou as vantagens de trabalhar em conjunto, como o facto de poder fazer mais sessões por semana (duas, em vez de uma) e de ter em Viseu Acácio de Almeida, responsável pela fotografia de “Colo”.

Em junho, o mês é dedicado ao teatro. Leonor Keil apresenta em Viseu “Um esqueleto de baleia na casa dos avós” e Daniela Marques, acompanhada na música por Rui Sousa, interpreta um monólogo inédito do escritor Afonso Cruz. O Teatro do Oprimido vai estar a trabalhar com a actriz viseense Sónia Barbosa e as marionetes da Companhia Palmilha Dentada também marcam presença.

Em Agosto, a Casa do Artista Local é o ponto de encontro intergeracional. Um espaço que é ao mesmo tempo galeria e loja. Rosário Pinheiro e João Dias têm a curadoria.

Setembro é o mês dedicado à fotografia. João Cosme, o fotógrafo da natureza, Pauliana Pimentel, Tito Mouraz e António Júlio Duarte fazem parte deste ciclo que promove masterclass e workshops com crianças, orientados por Rafael Farias.

A música chega em Outubro com nomes como Filho da Mãe, Dj Kalaf (Buraka Som Sistema), Cachupa Psicadélica, entre outros.

 

 





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