26 Mai
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Casa abrigo para mulheres vítimas de violência doméstica em Viseu acolheu 20 pessoas

por Redação

10 de Fevereiro de 2020, 11:22

Foto Arquivo Jornal do Centro

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10 Fev 2020

Carla Andrade, diretora da casa abrigo

10 Fev 2020

Carla Andrade diz que houve uma pessoa que ficou na casa durante um dia

10 Fev 2020

Carla Andrade diz que a saída da casa abrigo não é fácil

A casa abrigo para mulheres com doença mental vítimas de violência doméstica em Viseu já recebeu 20 pessoas.

O número foi avançado pela diretora técnica do espaço, Carla Andrade, na altura em que a valência celebra um ano de atividade, “sendo que 16 eram mulheres e quatro eram crianças”.

A responsável destacou que a casa tem vindo a receber pessoas oriundas de todo o país. “Das 20, quatro eram do distrito de Viseu”, adiantou.

“Elas foram encaminhadas na grande maioria por centros de acolhimento de emergência, que são a resposta de primeira linha em situações de risco, e posteriormente para a nossa resposta, depois de uma análise cuidada relativamente aos critérios de admissão, que passam pelo diagnóstico médico comprovado da patologia e pela história de violência”, explicou Carla Andrade.

Em média, cada mulher permaneceu 73 dias na casa. A pessoa que esteve mais tempo na valência ficou lá durante 284 dias. Contudo, Carla Andrade disse que houve um caso de uma pessoa que só esteve um dia no espaço. “Quando entrou na instituição, talvez por não se ter adaptado ou ainda ter alguma dependência do agressor, decidiu regressar para o local de origem no dia seguinte”, justificou. Carla Andrade explicou ainda que a saída da casa abrigo não é um processo fácil.

“A autonomização torna-se também mais difícil. As pessoas têm períodos em que descompensam. Há uma maior dificuldade na estabilidade emocional das pessoas. Algumas delas necessitaram de internamento hospitalar no período em que estiveram acolhidas. Devido ao transtorno, aderem com mais dificuldade ao contrato de autonomização que temos de fazer para haver algum sucesso e para que os objetivos sejam alcançados”, rematou.

Apesar de tudo, Carla Andrade fez um balanço positivo do trabalho desenvolvido até agora. A valência em Viseu está a atender atualmente três mulheres.

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