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Centro oncológico do Hospital de Viseu afinal é apenas radioterapia

Edição de 15 de março de 2019
15-03-2019
 

O Ministério da Saúde assegura que o projeto de radioterapia no Centro Hospitalar Tondela-Viseu (CHTV) não foi abandonado. “A instalação do serviço está em curso, pelo que não é verdade que tenha sido abandonado. Nesta altura, o hospital está a preparar a instalação do acelerador linear”, informou, em comunicado, fonte da Administração Regional de Saúde do Centro. Esclareceu ainda que o projeto que está a ser desenvolvido é em “afiliação” com o Instituto Português de Oncologia de Coimbra (IPO).

Nas últimas semanas, surgiram notícias a dar conta de que o projeto teria sido abandonado. O anúncio foi feito pelos deputados do PSD após uma reunião com a administração da unidade de saúde. O caso chegou à Assembleia Municipal e o próprio presidente da Câmara anunciou que iria pedir esclarecimentos à ministra da Saúde. Já o conselho de administração do CHTV informou que o “projeto de radio-oncologia continua em desenvolvimento”.

Centro oncológico, radioterapia ou radio-oncologia são muitos os nomes e os modelos pelos quais tem ficado conhecido o projeto que prevê um outro tipo de tratamento para os doentes oncológicos na região do Interior. Em 2017, o então secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, anunciou que, numa primeira fase, seria criado um ‘bunker’ com um acelerador linear (máquina de tratamento), sendo remetida para uma outra fase a colocação de um segundo acelerador linear.

O investimento, de acordo com a placa que foi colocado no sítio onde será criada um edifício para receber o equipamento, indica que o investimento a fazer seria de cerca de seis milhões de euros. Em 2017, o mesmo secretário de Estado dizia que o projeto ficaria concluído em 2019. Entretanto, o concurso público que foi anunciado para 2018 ficou “bloqueado” no Ministério das Finanças e já no final do ano, antes de mudar o titular da pasta da Saúde, foi anunciado que o projeto estava em “remodelação”.

Agora, o Ministério volta a assegurar que está a ser preparada a instalação do acelerador linear que deverá ficar no “bunker” a ser construído nos terrenos ao lado do edifício principal e que o presidente do conselho de administração já tinha admitido que gostaria que ali também viesse a funcionar o Hospital de Dia.

Ao Jornal do Centro, fonte ligada ao processo explicou que para o equipamento funcionar serão necessários técnicos e é aqui que entra a “filiação” ao IPO de Coimbra que já tem capacidade instalada.

Para a classe médica, a existência deste tipo de tratamento (a juntar-se às cirurgias e quimioterapia) é “um salto qualitativo e quantitativo “no tratamento dos doentes oncológicos.





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