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CHTV celebrou o seu dia com apresentação do pré-projeto do centro oncológico

 

Cílio Correia

Presidente do Centro Hospitalar Tondela-Viseu


 

Cílio Correia acrescenta o facto de o centro oncológico poder ter uma ponte que fará a ligação ao hospital


 

Almeida Henriques

Presidente da Câmara de Viseu


 

Sofia Ferreira

Vereadora da Câmara de Tondela


 

Correia de Campos, antigo ministro da Saúde, não gosta do nome do Centro Hospitalar


 

Almeida Henriques partilha a opinião de Correia de Campos


16-05-2019
 

O pré-projeto do centro oncológico do Centro Hospitalar Tondela-Viseu (CHTV) foi apresentado esta quinta-feira (16 de maio). A valência foi dada a conhecer durante as comemorações do dia do hospital e do padroeiro S. Teotónio.

O projeto, que ainda não está concluído, inclui uma unidade de radioterapia, o hospital de dia e uma unidade de internamento. O foco está nesta primeira fase na radioterapia, adianta o presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar, Cílio Correia.

“Vamos trabalhar de imediato na unidade de radioterapia, na perspetiva de lhes juntar os módulos de ambulatório, do hospital de dia e uma unidade de internamento que nos permita acolher os doentes de oncologia. É nisso que vamos trabalhar, não se constrói nem o B, nem o C sem montar o A”, explica.

Cílio Correia não se quer comprometer com datas para a obra ser feita e diz que projeto estará fechado dentro de dois meses e só depois disso é que será encaminhado para aprovação do Governo, sendo ainda preciso arranjar financiamento.

Só o edifício poderá custar entre três milhões de euros, ou seis se incluir o acelerador linear. O centro oncológico vai ter uma ponte que vai fazer a ligação ao hospital.

“Estamos a falar de transferir os doentes da unidade onde eles estão atualmente e, com este esvaziamento, estamos a pretender aumentar a capacidade da cirurgia do ambulatório para responder às necessidades que hoje já temos para ‘ambulatorizar’ cada vez mais o tratamento de um conjunto de patologias, criando condições para libertar o bloco operatório central”, afirma.

Já sobre as obras nas urgências do S. Teotónio, a administração do CHTV esclarece que só nos próximos dias é que vai enviado o projeto para aprovação do Tribunal de Contas. Os trabalhos vão custar 5,7 milhões de euros.

Viseu não vai desistir do centro oncológico

O presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, pede que a intervenção nas urgências arranque o quanto antes. O autarca diz que a região não vai desistir de ter um centro oncológico.

“É uma causa que não podemos deixar de defender. Face à baixa execução do atual quadro comunitário, não acredito que não se arranjem uns pozinhos para em vez de se fazer só a primeira fase, fazer já a segunda e a terceira”, defende.

Pelo mesmo diapasão afina a vereadora na Câmara de Tondela, Sofia Ferreira, que argumenta que é preciso uma maior valorização das consultas externas e do serviço de ambulatório e ainda um número mais elevado de valências no Hospital tondelense.

A autarca defende ainda mais serviços para o Cândido de Figueiredo. “Se é verdade que a unidade de cuidados paliativos serve a região, também é verdade que precisamos mais de resposta local para um serviço de proximidade. Articular o serviço de urgência básica com profissionais do quadro do Centro Hospitalar, valorizando cuidados na urgência local, também contribuirá para atenuar o fluxo à unidade central”, diz. 

Sofia Ferreira salienta ainda que os receios da deslocalização de outros serviços, como o de esterilização, em nada ajudam a fortalecer a importância do hospital de Tondela.

Centro Hospitalar Tondela-Viseu, um nome que causa discórdia

Nas comemorações do dia do CHTV, o seu nome também foi uma das figuras em destaque. Esta designação ainda não passa na garganta do antigo ministro da Saúde, Correia de Campos. “Engasgo-me sempre com este nome. Não teria sido bem melhor S. Teotónio? A culpa não foi minha, garanto-vos”, afirma.

À semelhança do antigo presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques também não concorda com a designação do CHTV. “Também só sei chamar este hospital de Hospital de S. Teotónio. Não percebo porque é que se muda o nome com mais coisas, quando eles estão bem aplicados”, remata.





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