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CIM Viseu Dão Lafões lança nova ferramenta na luta contra incêndios florestais

 

Nuno Martinho

Secretário executivo da CIM Viseu Dão Lafões


 

Nuno Martinho fala sobre o projeto da vigilância nas florestas, que junta as regiões de Viseu Dão Lafões e de Coimbra


12-06-2019
 

A Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões já lançou uma nova ferramenta que vai ajudar os vários agentes de Proteção Civil da região na luta contra os incêndios florestais. Trata-se da plataforma Vigia, que já está disponível.

O secretário executivo da comunidade, Nuno Martinho, explicou que a mais-valia deste projeto consiste na disponibilização de informação sobre o estado do tempo no território, a partir de 14 estações meteorológicas.

“Através desta plataforma, é possível aceder às temperaturas e ao vento de cada uma das estações meteorológicas e vai-se poder fazer a previsão para os próximos tempos no nosso território e perceber qual é o grau de perigosidade em incêndios florestais”, detalhou.

Nuno Martinho acrescentou que, com a Vigia, os agentes regionais de Proteção Civil “conseguem ver o chamado ‘túnel de propagação dos incêndios’”, com base no incêndio e nas estações meteorológicas.

“Esta ferramenta também tem, e é um caso único ao nível da plataforma, um estudo de caraterização dos grandes incêndios florestais nas últimas três décadas”, referiu.

Ainda em matéria de Proteção Civil e fogos florestais, a CIM Viseu Dão Lafões juntou-se à CIM Região de Coimbra para apresentar uma candidatura para instalar câmaras de videovigilância nas matas da região. Nuno Martinho sublinhou que o projeto está orçado em três milhões de euros e só vai estar em funcionamento dentro de dois anos.

“A candidatura está aprovada e estamos na fase de lançar o procedimento concursal para a escolha do fornecedor do sistema. Não sabemos se a empresa terá capacidade, tendo em conta que estamos a falar de um concurso público e de um processo que tem de ter o visto do Tribunal de Contas”, salientou.

O secretário executivo da CIM Viseu Dão Lafões referiu ainda que está a ser realizado um estudo sobre a localização das câmaras. “Uma câmara que é instalada por exemplo em Mortágua consegue cobrir um raio do nosso território, porque as câmaras chegam a poder ver a 80 quilómetros”, explicou.





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