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Viseu

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Cinco mil hectares ardidos e perto de 500 incêndios no distrito de Viseu entre janeiro e setembro

por Redação

07 de outubro de 2020, 10:05

Foto Arquivo Jornal do Centro

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O distrito de Viseu teve 497 incêndios florestais nos primeiros nove meses deste ano. O número foi avançado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (INCF), que indica que, na região, foram consumidos 4.956 hectares de floresta e mato.

Os dados reportam-se ao período entre 1 de janeiro e 15 de setembro. O distrito tem três incêndios na lista dos 20 maiores fogos registados em Portugal este ano. O maior ocorrido na região foi o que lavrou no concelho de Sernancelhe a 6 de agosto. Um fogo que consumiu 2.269 hectares e que foi o sétimo maior no país.

O segundo incêndio com mais dimensão na região e o oitavo no país foi o que teve início a 7 de setembro em Arcozelo das Maias, no concelho de Oliveira de Frades, e que destruiu 2.059 hectares. Este fogo ficou ainda marcado pela morte de um bombeiro dos Voluntários do concelho.

Segundo o ICNF, o terceiro maior incêndio na região foi o que ocorreu a 10 de julho em Riodades, São João da Pesqueira. Este fogo consumiu 738 hectares de área ardida.

No distrito de Viseu, foram ardidos 1.331 hectares de povoamento, 3.475 de mato e 150 de zonas agrícolas.

A nível nacional, o ICNF revela que fogo posto, queimas e queimadas foram as principais causas dos incêndios florestais registados este ano em Portugal.

O ICNF sublinha que, entre 1 de janeiro e 15 de setembro, se registaram 8.807 fogos, 5.444 dos quais foram investigados, o que representa 62% do número total de incêndios e responsáveis por 37% (por cento) da área ardida.

O documento refere que, destes incêndios, a investigação permitiu atribuir uma causa a 3.502 incêndios (64% dos incêndios investigados e responsáveis por 33% da área total ardida).

O relatório precisa que, entre 01 de janeiro e 15 de setembro, os 8.807 incêndios rurais provocaram 66.116 hectares (ha) de área ardida, entre povoamentos (33.185 ha), matos (26.171 ha) e agricultura (6.760 ha).

De acordo com os dados provisórios, a área ardida aumentou este ano cerca de 60% em relação ao mesmo período de 2019, tendo até 15 de setembro ardido mais 25.000 hectares de floresta.

Por sua vez, deflagraram este ano menos 829 incêndios florestais (8,6%) do que em 2019.

O distrito mais afetado na área ardida foi Castelo Branco, com 25.872 hectares, seguido de Bragança com 6.414 hectares e de Vila Real com 5.440 hectares.

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