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Coronavírus: estudantes e ex-alunos do IPV fazem viseiras para profissionais de saúde

por Redação

26 de Março de 2020, 14:32

Foto Arquivo Jornal do Centro

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Produzir equipamento de proteção individual pode ser feito a partir de casa. Um grupo de 10 pessoas está a fazer viseiras para profissionais de saúde que estão na linha da frente do combate à pandemia do novo coronavírus, através do formato de impressão 3D.

No grupo, participa um engenheiro eletrotécnico do Instituto Politécnico de Viseu (IPV). Paulo Correia diz ao Jornal do Centro que a ideia surgiu após ter recebido um pedido feito por um médico. “Nós só temos duas impressoras e, aqui, o processo é lento. Tive a ideia de apelar à comunidade em Viseu, principalmente aos nossos alunos do Departamento de Eletrotécnica. Alguns já cederam, assim como algumas empresas. Temos uma pequena rede a produzir”, afirma.

Paulo Correia explica que os materiais serão depois transportados para a loja Aki, onde é colocada a parte transparente. “Eles cortam o vinil, metem no suporte e está entregue ao hospital”, acrescenta.

Paulo Correia utilizou a rede social Facebook para fazer o apelo a alunos e ex-alunos do IPV. Vários responderam ao repto. Segundo o professor, o processo de produção é lento. “Cada suporte demora uma a duas horas”, refere.

O engenheiro eletrotécnico explica que parte do material de construção da viseira, como a parte que assenta na cabeça (que leva depois a parte transparente), é produzido com uma impressora 3D. “Há um desenho tridimensional que é transferido para a máquina 3D que deita "plástico". É como se fosse numa impressão em papel, só que em vez de imprimir só uma vez, faz várias passagens e vai produzindo-se a peça. Vai ficando um modelo em três dimensões”, detalha.

Além de hospitais, também chegaram pedidos do INEM e de lares para que tenham as viseiras que alunos e ex-alunos do IPV estão a trabalhar nesta altura.

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